A vacina da gripe é indicada para crianças e grávidas?
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A vacina da gripe é indicada para crianças e grávidas?

Saiu em todos os jornais, sites de notícias, rádio e TV: começou a vacinação contra a gripe. Seguindo o padrão dos anos anteriores, o governo federal iniciou a campanha de vacinação no outono e a meta é diminuir o impacto do influenza — o vírus da gripe — em todo o país.

Antes de abrir espaço para a polêmica sobre se se vacinar é bom ou ruim, ou se ela faz bem ou mal, é importante lembrar que a gripe é uma doença séria e chega a matar mais de 650 mil pessoas todos os anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mesmo quando não é grave, derruba o doente e provoca o aparecimento dos sintomas clássicos, como febre, nariz entupido, cansaço e dor no corpo. Pior, ela é a porta de entrada para complicações como pneumonia.

A vacina em 2018

A vacina contra o influenza de 2018 mudou em relação à do ano passado. A razão é simples: a cada ano, o vírus sofre mutações e a vacina precisa se adaptar a essas alterações para continuar eficiente.

Quem define a composição é a própria OMS, que analisa as informações colhidas pelos países. Aqui no Brasil, por exemplo, quem envia os dados são instituições bem respeitáveis: Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e o Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará.

Elas colhem os exames em pacientes de seus estados, avaliam o que tem ali e descobrem quais as cepas virais que mais circulam em cada região. Aí, junto com entidades de outros países da América Latina, combinam com a OMS o que terá na vacina aplicada aqui. Este ano, nossa vacina vai ter ação contra o H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Yamagata.

Quem precisa tomar?

Dados esclarecidos? Chegou a hora de saber quem precisa tomar a vacina da gripe. Novamente, como em anos anteriores, o público prioritário é composto pela população mais vulnerável:

  • crianças de 6 meses a 5 anos

  • idosos com mais de 60 anos

  • gestantes

  • mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias

  • profissionais da saúde

  • professores da rede pública e particular

  • população indígena

  • portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma e artrite reumatoide

Outros grupos que também são considerados prioritários são os detentos, pessoas com baixa imunidade, como pacientes que fazem quimioterapia e portadores de síndromes genéticas, como a síndrome de Down.

Pronto, agora você já tem a resposta: sim, gestantes, mães que deram à luz recentemente e crianças de 6 meses a 5 anos devem ser os primeiros a tomar a vacina gripe. Quem não está nesse grupo, pode optar por se vacinar na rede de clínicas particulares, ou aguardar o andamento da campanha, quando são liberadas doses para pessoas com a saúde perfeita.

Nas clínicas privadas, as doses têm uma cepa a mais, o influenza B Victoria, e custam entre R$100 e R$200, depoendendo da cidade. Vale se informar, mas não é necessário desespero. Sempre são fabricadas quantidades suficientes de vacina da gripe para a população do país.

Por que ainda é tão polêmico decidir tomar a vacina da gripe, principalmente em caso de gestação ou de crianças pequenas? Porque a vacina pode causar efeitos colaterais. É raro, não costuma acontecer, mas há casos de alergia na pele — principalmente no local da aplicação — além de dor no local da picada, ou um certo mal estar geral.

No entanto, os médicos são taxativos: a vacina da gripe não provoca gripe. A razão é simples, o vírus usado para fazer a medicação é inativo e não há risco de ele causar doença.

O que costuma acontecer é a pessoa já estar infectada por influenza e tomar a vacina da gripe. De fato, nesses casos, as reações aumentam, mas não foi a dose que provocou a doença. Por isso é importante que quem vai se vacinar não esteja adoentado. Se for seu caso, espere de três a cinco dias e então vá ao posto de saúde.

Também pode acontecer de a pessoa vacinada ficar gripada, porque contraiu o vírus depois da injeção. A vacina da gripe tem 70% de eficácia e, talvez, ela caia nesses 30% que sobram. Acontece. Mas não deve ser motivo para desistir. Vacina também serve para reduzir a carga viral na sociedade, quem toma, ajuda a população toda!

Bebês, crianças e grávidas

Mesmo sendo parte do público alvo da campanha de vacinação contra a gripe, bebês, crianças e grávidas ainda são alvo de muitas dúvidas sobre a necessidade da vacina da gripe.

A primeira questão: gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos podem tomar? Sim! Devem tomar. São alvo prioritário e é importante garantir a dose para essa população. Devem repetir todo ano, sempre que a campanha começar. Principalmente as crianças, que têm contato com colegas da escola, devem seguir rigorosamente o calendário.

Grávidas e lactantes são mais sensíveis aos efeitos do influenza, por isso a vacina é fundamental. Bebês amamentados com leite materno, recebem os anticorpos quando mamam, por isso estão fora do público alvo.

A vacina chega a eles sem a picada, mas desde que a mãe tenha tomado. O mesmo vale para bebês que ainda nem nasceram. Quando a grávida toma a vacina da gripe, passa os anticorpos para o bebê pela circulação sanguínea.

Um detalhe: crianças que serão imunizadas pela primeira vez devem tomar duas picadas, com intervalo de 30 dias. Depois, vida normal, e a vacina deve ser tomada a cada ano.

A única condição que impede a vacinação contra a gripe é a alergia severa a ovo de galinha. Como ela é produzida dentro de um ovo, podem ficar resquícios que fariam mal ao alérgico severo. Em todos os outros casos, a vacina da gripe é inofensiva e merece um pouco de insistência.

Pronto, agora é hora de descobrir se você faz parte de algum público prioritário, separar as carteirinhas de vacinação das crianças menores de 5 anos e ir para o posto. Sem estresse e sem preocupação. A vacina é um benefício pessoal e uma atitude solidária com as demais pessoas da sua comunidade.

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Redação - Alô Bebê

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