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Como identificar o Transtorno Desafiador Opositor

Como identificar o Transtorno Desafiador Opositor

Crianças extremamente teimosas, agressivas quando contrariadas e avessas a qualquer frustração possivelmente apresentam um quadro de TDO -Transtorno Desafiador Opositor Se não diagnosticadas e devidamente tratadas, podem apresentar sérias dificuldades em conviver socialmente com família, amigos e figuras de autoridade. Para que o seu filho ou nenhum pequeno conhecido passe por essa situação, é muito importante conhecer os primeiros sinais do Transtorno, além de ter informações sobre o diagnóstico e seu consequente tratamento. Separamos também dicas preciosas para lidar com as crianças mais “esquentadinhas”!

Afinal, o que é o Transtorno Desafiador Opositor?

Considerado um dos transtornos mais comuns entre crianças e adolescentes, TDO é caracterizado por comportamentos antissociais como desobediência, postura desafiadora e hostilidade. Os primeiros sintomas costumam aparecer aos quatro anos de idade, quando a criança começa a apresentar dificuldades para seguir regras e reconhecer seus erros, se ressentindo mais do que o normal quando é contrariada.

Apesar desses comportamentos serem considerados normais em um ou outro momento da infância e adolescência, no transtorno opositivo desafiador essas atitudes são constantes e excessivas quando comparadas com as outras crianças.

Para as mamães e os papais ficarem atentos: quais os principais sinais do TDO?

  • Irritabilidade;

  • Comportamento desafiador;

  • Agressividade;

  • Impulsividade;

  • Dificuldades de relacionamento com colegas;

  • Comportamento vingativo;

  • Raiva;

  • Ansiedade;

  • Comportamento antissocial;

  • Depressão.

Mas, o que isso significa na prática? Que as crianças diariamente:

  • Discutem sempre com os adultos

  • Perdem a calma fácil e frequentemente

  • Não cumprem regras e instruções

  • Importunam outras pessoas deliberadamente

  • Culpam terceiros por seus próprios erros

  • Ficam com raiva, ressentidos e são facilmente perturbados

ADENDO: É muito importante saber que o pequeno com TDO sabe a diferença entre o certo e o errado e sente-se culpada quando faze algo de gravemente censurável.

Qual a causa do TDO?

Segundo a ciência, o transtorno opositor desafiador não possui uma única origem. Acredita-se que a causa do distúrbio esteja associada a uma combinação de fatores psicológicos, ambientais e predisposição genética. Na prática, o abuso de álcool e outras drogas, além de transtornos de humor (como depressão e bipolaridade), e tabagismo durante a gravidez podem contribuir para desencadear o distúrbio.

Estudos de imagem sugerem que as crianças com TDO possuem algumas pequenas alterações na região do cérebro responsável por raciocínio, julgamento e controle de impulsos. Isso pode justificar a dificuldade em interpretar as reações e sentimento de outras pessoas – por exemplo, identificando intenções hostis em situações neutras.

Diagnóstico

O médico diagnostica o transtorno desafiador opositivo com base nos sintomas e comportamento da criança, que devem estar presentes por, no mínimo, seis meses e ser suficientemente sérios a ponto de interferir com a capacidade de funcionamento da criança.

No caso de suspeita de TDO, o profissional precisa descartar minuciosamente outros transtornos e uma maneira de garantir isso, é checar a causa de todos os sintomas apresentados. Vamos dar um exemplo: a depressão e os transtornos de ansiedade em crianças podem ter os mesmo efeitos do transtorno desafiador opositivo. Muitas vezes, o principal sintoma da depressão é a irritabilidade, e uma ansiedade extrema pode fazer com que a criança com um transtorno de ansiedade desobedeça e se comporte de maneira rebelde. O médico precisa diferenciar esses distúrbios do transtorno desafiador opositivo, normalmente tomando por base outros sintomas que os distúrbios causam.

O médico também precisa diferenciar o transtorno desafiador opositivo de um transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) não tratado, que também causa sintomas semelhantes. Esses sintomas costumam ficar menos intensos quando o TDAH é tratado de maneira adequada.

Há cura para o TDO?

Infelizmente não, mas existem diversos tipos de tratamentos! E a eficácia do acompanhamento profissional é muito alta! Segundo a Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente, em três anos os sintomas diminuem em aproximadamente 67% das crianças.

O tratamento geralmente envolve terapia individual e familiar. Em casos mais graves, é possível recorrer a medicação. Em sessões com o psicólogo, crianças e adolescentes aprendem a gerenciar sua raiva e a desenvolver novas formas de lidar com situações estressantes. A terapia também ajuda os pais a aplicar técnicas para intervir em momentos de crise.

É muito importante frisar que se o quadro não for devidamente tratado, ele pode evoluir para outros distúrbios (mais graves), como o transtorno de conduta e o transtorno de personalidade antissocial.

Como lidar com o TDO?

  1. Dê o exemplo! Mamãe e papai são os principais modelos do filhote, que irá observar atentamente cada comportamento. É importante manter um ambiente familiar organizado e marcado por afeto e respeito, de modo que a criança tenha boas referências. Em algum momento ele irá reproduzir o que viu em casa!

  2. Clareza. Os pais precisam falar a mesma língua e devem permanecer sempre atentos para evitar que um desautorize o outro. É fundamental que existam regras na rotina da criança e que ambos estejam de acordo, principalmente se não morarem mais juntos.

  3. Objetividade. É preciso ser direto ao dar ordens e estabelecer regras. Olhar nos olhos, falar baixo, evitar a agressividade e assumir uma postura firme são atitudes que ajudam a diminuir o comportamento de oposição da criança.

  4. Seja didática (o). Após uma crise de nervosismo converse bastante com seu filho e explique porque ele agiu errado e porque precisa melhorar. Mas enfatize que a família e o médico (psicólogo, por exemplo) irão ajudá-lo e que ele conseguirá mudar. Importante: crianças com TDO tem autoestima baixíssima e nunca acreditam que conseguirão melhorar. Incentivos e elogios são sempre bem-vindos!

  5. Mantenha a calma. Com o tempo você conseguirá perceber quando seu filho irá perder o controle. Mesmo que você esteja nervosa (o), faça de tudo para que ele não ultrapasse essa linha tênue. Pare, repense e fale em tom baixo.

Esse texto nos mostra, mais uma vez, que em toda jornada de pais e filhos é importante ter paciência, fé e acreditar na melhora do pequeno. E que o aprendizado é sempre mútuo. Com TDO, mamãe e papai aprendem diariamente a serem mais pacientes e a aceitarem as diferenças. Você concorda? Deixe a sua opinião! Compartilhe a sua experiência conosco!

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Redação - Alô Bebê

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