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Como tomar vitaminas na gravidez?

Como tomar vitaminas na gravidez?

Uma alimentação balanceada é importante em qualquer fase da vida, mas é especialmente fundamental na gravidez. Antes mesmo da concepção, a mulher deve se preocupar com o consumo de algumas vitaminas e nutrientes necessários para o bom desenvolvimento do seu bebê. Uma dieta pensada da saúde do feto, orientada por uma nutricionista de confiança, é o sonho de toda futura mamãe! Mas sabemos que nem sempre é possível. Por isso, fizemos um pequeno levantamento dos elementos essenciais e onde eles podem ser achados – uma dica: basta olhar na sua geladeira e se preparar para cozinhar!

Confira as vitaminas indispensáveis durante (e antes) a gravidez e em quais alimentos elas podem ser facilmente achadas:

Vitamina A

  • Por que é importante? Ela participa da formação do sistema imunológico, da pele, das mucosas e visão. Além disso, a vitamina A contribui para a redução das infecções que podem ser adquiridas durante a gravidez.

  • Em que alimentos encontramos?  Cenoura, batata doce, melão e espinafre.

Tiamina (B1)

  • Por que é importante? Está diretamente envolvida no metabolismo da glicose e ajuda a prevenir o surgimento de diabetes gestacional. Participa do desenvolvimento das células, do coração, e do aparelho circulatório do Bebê

  • Em que alimentos encontramos? Carnes, arroz integral, gema de ovo e feijão.

Vitamina B2

  • Por que é importante? Atua ativamente no crescimento dos tecidos no desenvolvimento no bebê. Participa na libertação de energia a partir dos hidratos de carbono, tem propriedades antioxidantes benéficas e metaboliza a gordura e as proteínas presentes na alimentação. A ingestão adequada de Vitamina B2 ajuda a ter uma pele, cabelos e olhos saudáveis. Também participa no desenvolvimento do sistema nervoso e do fígado do feto, minimizando a sua própria fadiga.

  • Em que alimentos encontramos?  Carnes, nos vegetais de folhas escuras, nos feijões, nos frutos secos e derivados de leite

Vitamina B6

  • Por que é importante? É essencial para o crescimento físico e para as função cerebrais do bebê. Ela permite que o organismo do feto utilize e armazene energia a partir das proteínas e hidratos de carbono ingeridos. Está envolvida na formação de hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio. Também ajuda o organismo a produzir hormônios e neurotransmissores, que transportam sinais entre as células nervosas.A carência de Vitamina B6 está associada a um maior risco de pré-eclâmpsia. Alguns estudos sugerem que ter uma ingestão adequada de Vitamina B6 no início da gravidez pode ajudar a reduzir os sintomas de enjoos matinais.

  • Em que alimentos encontramos?  Leite, ovos, cereais integrais, vegetais ricos em amido, tais como as batatas, legumes e frutas.

Vitamina B12

  • Por que é importante? Ajuda a formar os glóbulos vermelhos do sangue e pelo correto funcionamento do sistema nervoso central,

  • Em que alimentos encontramos?  Carnes, peixes, ovos, mariscos e leite.

Ácido fólico (B9)

  • Por que é importante? Essa vitamina é encarregada de reduzir o risco de deficiências no cérebro e na coluna vertebral do seu bebê, chamados deficiências do tubo neural. O tubo neural se converte no cérebro e na medula espinhal do bebê logo no primeiro mês de gestação, por isso é recomendável aumentar a ingestão do ácido fólico dois meses antes da concepção. Preparando o corpo da mamãe, o sistema nervoso primitivo do feto se desenvolve melhor e mais rápido nas primeiras 4 ou 5 semanas de gestação. Caso contrário, o processo não se completa, podendo desencadear anencefalia ou deixar sequelas graves, como a impossibilidade de andar. O ácido ainda evita doenças do coração, do trato urinário e fissuras lábio-palatinas.

  • Em que alimentos encontramos?  O elemento está em frutas, como o melão, melancia, morangos e laranjas. Também em vegetais de folhas verdes escuras e grãos. Fígado, amendoim, nozes, castanha e cogumelos são ótimos exemplos de alimentos ricos em ácido fólico.

Vitamina D

  • Por que é importante? Além de ajudar a diminuir o risco de aborto espontâneo, a vitamina D também promove o crescimento saudável da placenta e pode reduzir risco de pré-eclâmpsia. Ela ajuda a regular a absorção de cálcio e fósforo, além de atuar na formação óssea, na liberação de insulina e no funcionamento do sistema imunológico.

  • Existem três formas de se obter vitamina D: pela alimentação (com uma dieta com alimentos ricos em colesterol), pela exposição ao sol ou por suplementação. Só que a dieta e os banhos de sol nem sempre conseguem garantir níveis adequados. Os alimentos que mais apresentam vitamina D são os de origem animal - como peixes, ovos e derivados do leite -, mas, mesmo assim, eles não são capazes de suprir as necessidades diárias.

Suplementação

Realmente, a lista é longa e o corpo da gestante pode não absorver tão facilmente todos os elementos. De maneira geral, as necessidades vitamínicas, durante a gravidez aumentam cerca de 10%, porém muitas mamães acabam recorrendo aos famosos suplementos. É importante entender que eles só devem ser utilizados de acordo com a orientação do médico ou do nutricionista, sendo importante seguir as doses recomendadas e a frequência de uso.

Os suplementos específicos para a gestação têm as quantidades adequadas de nutrientes, não sendo necessário usar mais suplementação para obter maiores benefícios, pois o excesso de vitaminas e minerais também pode ser danoso para o organismo.

Perigos do excesso da Vitamina C

O uso demasiado de suplementos de vitamina C pode causar problemas na gestação como aumento do risco de parto prematuro e o nascimento de bebês com escorbuto, uma doença resultante da deficiência de vitamina C no organismo.

Perigos do excesso da Vitamina E

O abuso de vitamina E na gestação favorece o surgimento de alterações no sistema imunológico da futura mamãe, fazendo com que o corpo dela ataque o bebê como um corpo estranho, ao invés de protegê-lo. O excesso também pode causar alterações na placenta, fazendo com que o bebê receba menos nutrientes e nasça com um peso abaixo do ideal. Além disso, acredita-se que esses bebês tenham maiores de chances de desenvolver doenças no futuro como asma e eczema.

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Redação - Alô Bebê

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