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Como tratar a gagueira infantil?

Como tratar a gagueira infantil?

Primeira lição de hoje: esqueça grande parte do que você já ouviu sobre gagueira! Antigamente essa condição era associada somente a pessoas tímidas e/ou inseguras, e tinha apenas uma causa conhecida: a emocional - que não tinha tratamento. Felizmente, isso é mentira! Gagueira tem cura sim. E quanto mais precoce for diagnóstico, melhores serão os resultados.

Por que devo me preocupar?

Essa dificuldade na fala atinge cerca de 5% das 7,6 bilhões de pessoas no mundo! E apesar dos índices na infância serem iguais para meninos e meninas, na fase adulta atinge 3,4 homens para cada mulher. Ou seja – mamães de mocinhos, atenção redobrada!

Afinal, o que é a gagueira?

Um distúrbio de fluência caracterizado por interrupções ou prolongamentos da fala que impedem que a pessoa fale de forma contínua, fluida e sem esforço. Pode ser causada por fatores sociais, psicológicos, linguísticos (crianças que falam 2 línguas ou mais) ou ainda atraso no desenvolvimento da linguagem.

Existe apenas um tipo de gagueira?

Podemos dizer que existem duas grandes categorias de pessoas com gagueira, e somente os sintomas, somados a uma avaliação médica, irão determinar qual será o diagnóstico. De maneira geral, podemos classificar o primeiro como uma reação episódica ao estresse. Nele, a criança (adolescente ou adulto) gagueja porque está sob tensão, falando em público ou enfrentando uma situação de perigo, por exemplo. Seu corpo está envolvido na ação como um todo: ela transpira, treme: fica visivelmente abalada. Não é um simples problema de fala.

A gagueira crônica, por assim dizer, acontece quando a fala é interrompida em diferentes formas de comunicação, inclusive na leitura. Não existe uma situação específica que incite essa “complicação”. Crianças com gagueira infantil geralmente apresentam alguns tiques nos momentos de bloqueio e usam palavras de apoio muitas vezes nas frases, mesmo que essas palavras não se enquadrem no contexto.  Confira as principais diferenças entre o quadro leve e grave dessa condição:

Gagueira infantil leve - Surge com a repetição de sons ou palavras por mais de duas vezes e com duração de um som de forma exagerada. Pode causar tensões leves no pescoço ou perto da boca, e até a impressão de que a criança está com falta de ar por não conseguir pronunciar o som.

Gagueira infantil grave - Ocorre em quase todas as formas de comunicação. A criança gagueja em mais de 10% da fala. Existe um bloqueio ou uma demora em conseguir falar as palavras, como se o som fosse impedido de sair, nesse caso são mais comuns que a repetição de palavras ou sílabas. O esforço e tensão para falar podem causar movimentos faciais ou corporais.

“Mas todas as crianças têm dificuldades quando aprendem palavras. Como eu vou identificar a gagueira ainda no seu início?

É claro que os pequenos trocam letras, tropeçam em algumas sílabas e até ganham apelidos por seus neologismos na primeira infância. Essa descoberta do vocabulário é esperada e divertida! Com 3 ou 4 anos, as crianças podem apresentar uma defluência fisiológica, porque não dominam o vocabulário necessário para dizer tudo o que querem. Muitas sabem os nomes das coisas, mas não conseguem ligar esses substantivos dentro de uma frase.

Pense na maneira que ensinamos sobre o mundo aos pequenos? Mostramos objetos e seres interessantes e dizemos “casa”, “gato”. Agora imagine a ansiedade deles para mostrar o carro azul que está passando ou o cachorro lambendo sua mão? No nervosismo, certamente tudo se atrapalha. Esse é o famoso “atravessar a frase”.

Essa agonia é normal nessa fase de desenvolvimento da fala e nesses casos, a gagueira faz parte do desenvolvimento, desaparecendo espontaneamente, sem necessidade de tratamento.

A gagueira só deve ser motivo de preocupação para os pais quando a criança está consciente da dificuldade e luta para falar. Quando ela está decidida a falar uma palavra, sabe como é a forma correta de dizê-la, e não consegue. Nesse caso, se o problema persistir por mais de seis meses, eles devem procurar ajuda especializada.

Tratamento

Não há um medicamento específico para tratar a gagueira. Para tentar acabar ou diminuir os episódios de gagueira infantil, é recomendado o acompanhamento periódico com um fonoaudiólogo, que traçará estratégias específicas para cada caso, com o objetivo de propiciar suavidade e continuidade da fluência da fala.

Além disso, algumas técnicas de respiração e conscientização corporais podem ser utilizadas. E lembre-se de se mostrar interesse – tanto no processo quando na melhora! A inclusão da família no tratamento pode aumentar as chances de sucesso e deve ser estimulada.

Em casa, como podemos ajudar meu filho?

• não ridicularize o problema e nem a criança. Lembre-se que essas atitudes trarão consequências emocionais pra ela;

 

• respeite o tempo do seu filho. Sugira que ela pense ou respire antes de falar. A gagueira é involuntária, então pedir que a criança mantenha o controle não adianta;

• facilite o entendimento do pequeno! Fale de forma suave, tranquila e em um ritmo mais lento, mas sem perder a naturalidade da fala;

• espere a criança terminar de falar e evite responder imediatamente. Aguarde alguns segundos antes de responder;

• cante músicas infantis, recite poesias, ou conte histórias para a criança, articulando bem os sons e com uma boa entonação, sempre de forma suave e devagar.

Dica a longo prazo: mantenha o costume de conversar com seu filho! As habilidades de linguagem das crianças têm mais chances de serem desenvolvidas se os pais e a família se comunicarem com elas todos os dias. Contar histórias ou perguntar sobre os amigos e escola, são ótimas maneiras de estimular a comunicação verbal. Conversando sobre seu cotidiano, o pequeno tem a chance de pronunciar novas palavras, aprendê-las e, assim, será capaz de se comunicar de maneira correta.

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Redação - Alô Bebê

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