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Descubra aqui tudo o que você sempre quis saber sobre sono do bebê

Descubra aqui tudo o que você sempre quis saber sobre sono do bebê

Quando o bebezinho chega em casa, assim que nasce, tudo é adaptação, tudo é novidade para o pai, para a mãe e para a própria criança.

Enquanto o filhote estava na barriga, os pais se preparam para tudo que conseguem medir e calcular. Preparam a casa, cuidam da rotina, de quem vai ajudar, fazem curso de puericultura.

No entanto, cada bebê vem para o mundo com suas próprias questões, sua personalidade e com facilidade maior ou menor para aprender o que se espera dele.

Nesse ambiente de aprendizado para todo mundo, a queixa que mais leva pais e mães aos consultórios dos pediatras, com aquela sensação de fracasso, é a questão da alimentação.

A mamada é difícil, o bebê dorme enquanto mama e não ganha peso, ou não tem paciência para realizar a mamada toda, etc. E, mais para frente, a introdução de alimentos sólidos pode ser difícil e os pais ficam mortos de medo que as crianças passem necessidade.

Acontece que dez entre dez pediatras são unânimes em afirmar que em casa onde tem comida, criança nenhuma morre de fome. Assim, os perrengues na alimentação são mais uma questão de mostrar aos pais que o bebê está sim comendo e menos uma preocupação real.

Claro que cada caso é um, mas, de forma geral, os médicos tendem a se preocupar menos com a comilança que com outras questões de rotina e criação.

Sabe o que tira o sono dos pediatras? O sono do bebê. Sabe por que? Porque a falta de rotina de sono atrapalha o crescimento, irrita a criança e estressa verdadeiramente os pais e os irmãos.

A parte boa é que sono é algo que se aprende. Quando os pais seguem as orientações dos especialistas e entendem como funciona a rotina e o ciclo de sono do filho, tudo fica mais fácil e a soneca mais comprida começa a fazer parte da vida.

Ciclo de sono

Se você tem medo de que seu bebê não seja um bom dorminhoco, ou se já está enfrentando dificuldades com o sono do seu filho, é importante saber algumas coisas. Antes de tudo, antes de se desesperar, antes de se culpar ou tentar alguma técnica da moda, é preciso entender que quando nasce, o neném não tem – nem biologicamente, nem socialmente – os mecanismos de regulação do sono e da vigília, o tempo acordado.

Chamado de Ciclo Circadiano, esse sistema vai se desenvolvendo à medida que o organismo do bebê vai sendo exposto à luz e à escuridão, à alimentação, aos barulhos, cheiros e movimentações da casa.

O primeiro entendimento nesse sentido só começa a acontecer por volta de seis semanas, quando o neném já tem cerca de um mês e meio e os pais, 45 dias sem dormir. Nada agradável.

Mais que isso, o tal ciclo completo de sono, com noites bem dormidas e mais de 6 horas emendadas, só acontece entre os 3 ou 6 meses de vida.

Em outras palavras, antes dos 45 dias, com muita sorte, e dos 100 dias, com mais precisão, não adianta achar que o bebê vai tirar grandes sonecas. Não adianta, portanto, criar grandes expectativas. Reduza a ansiedade e observe como seu bebê funciona.

Dentro da barriga, não tem dia e noite e a criança dorme e acorda de acordo com a necessidade ou a vontade. Não sente fome, frio e nem saudade, por isso, ficar acordado é quase uma brincadeira, um passatempo.

Assim, nas primeiras semanas, é comum que seu filho repita o que aprendeu no útero. Nos primeiros dias, vai dormir bastante, de forma irregular. Logo depois, começa a experimentar ficar acordado, porque está tentando reconhecer e saber o que fazer com aquelas sensações e emoções novas e estranhas que ele está enfrentando.

Não é fácil dormir com fome – sem nem saber o que é fome – ou com frio, ou incomodado com a roupa, ou com o barulho. Decodificar cada estímulo desses dá um trabalhão e afeta mesmo o sono do bebê.

Saudade e colo

A sensação que mais leva os recém-nascidos a ficar a acordados e a chorar é, acredite, saudade da mãe e do pai. Dá para entender. Desde que se entende por gente, essa pessoinha sempre esteve – umbilicalmente – grudado na mãe.

Quando nasce, essa separação dói, incomoda, faz chorar, não dá para dormir assim. Por essa razão, quando alguém pega o bebê no colo, ele para de chorar. Não é manha, não é acostumar mal seu filho. É atender uma necessidade básica, que vai garantir segurança e tranquilidade para o bebê.

Em outras palavras, se seu bebê acordar chorando, pode pegá-lo no colo, abraçá-lo com carinho e acalmá-lo. É certo que não vai deseducar, acredite.

Da mesma forma, não há mal nenhum em fazer o bebê dormir com ele no colo e, só depois, colocá-lo no berço. Novamente, é importante entender que essa é uma necessidade biológica. O contato físico acalma e educa.

Em termos práticos, quanto o bebê precisa dormir?

No comecinho da vida, a criança dorme cerca de 20 horas por dia. Essa quantidade vai reduzindo à medida que as semanas vão passando.

Mas é aqui que começa o primeiro equívoco dos pais. Ao verem o recém-nascido dormindo tanto, logo imaginam que a parada está resolvida e que o bebê é um profissional do sono.

Calma. Tomara que seja mesmo, mas é preciso esperar ele crescer um pouco. Quando a criança tem três ou quatro semanas, pode começar a ficar mais desperta e achar o tempo da vigília muito mais legal que o tempo da soneca.

Seja porque, na vigília, ela tem todas as suas demandas resolvidas, seja porque é, por natureza, mais animada e gosta mesmo é de uma boa farra.

É importante dar esse tempo para seu filho – e apenas ele – mostrar a que veio, para que os pais entendam como aquela criança funciona e o que dá mais certo naquele caso.

Depois dos 3 meses de vida, o mais comum é que os bebês durmam entre 13 e 15 horas por dia, mas nunca de maneira seguida.

É frequente que o bebê tenha horários em que prefere dormir mais – duas ou três horas direto – e momentos que vai tirar pequenas sonecas de 30 ou 40 minutos. Por isso, os pais ficam exaustos, não conseguem emendar mais de três horas dormindo e isso é pouco para os adultos.

Nessa fase, é importante o casal organizar bem as tarefas para que cada um durma o máximo de tempo possível. Uma ideia é que a mãe só se preocupe com as mamadas. Troca de fralda e botar de volta para dormir, pode ser feito pelo outro adulto.

Se você fizer as contas, no começo e até uns seis meses de vida, o sono do bebê será picado e ele deve ter de duas a quatro sonecas por dia. E, além delas, um período maior, preferencialmente à noite.

Aqui vai um outro engano que dificulta no aprendizado do sono. Muitos pais acham que o bebê não dorme à noite, porque dormiu demais durante o dia. Assim, limitam o tempo de dormida da criança e até impedem algumas sonecas.

Se alguém sugerir que você faça isso, breque. É exatamente o oposto. Reduzir os cochilos não ajuda em nada a melhorar a quantidade e a qualidade do sono da noite.

Aliás, frequentemente, piora. A máxima é que criança que dorme bem de dia, dorme melhor durante a noite. Parece um contrassenso, mas faz sentido.

Se seu filho não dormir o que precisa, vai ficar estressado, irritado e incomodado. Ele não vai relacionar sono a bem estar, porque – a final – o sono dele não estará sendo proveitoso. No fim, o neném vai ficar resistente a dormir períodos mais longos.

Respeite os cochilos do dia e vá trabalhando a rotina da noite, para que a criança, aos poucos e sem forçar a barra, entenda como as coisas funcionam.

Rotina do sono

Em primeiro lugar, lembre-se que, aquela história que sua vizinha contou de que o bebê dela, já com um mês dormia a noite toda, certamente é mentira. Sim, os pais se gabam das façanhas de seus filhos e nem percebem como isso é prejudicial para outras famílias.

Já explicamos aqui como o sono do bebê funciona. Assim, baixe as expectativas e entenda que o ciclo, no começo, é mais picado mesmo. Não é você quem está errando. É a natureza se manifestando e a função dos pais é atender. Simples assim.

Para melhorar o sono do bebê, principalmente à noite, crie uma rotina. Quanto mais à risca ela for seguida, melhor.

Aqui, segue uma sugestão, mas cada família tem seus hábitos e seus horários. Respeite a rotina da sua casa.

Os cochilos durante o dia podem ser feitos no quarto do bebê, mas com as cortinas abertas, sem porta fechada e seguindo a movimentação natural da casa. Ou seja: não é preciso silenciar a casa, pedir para o irmão parar de brincar, ou isolar o bebê na parte mais quieta da casa. Vida normal. Ele precisa ir aprendendo onde está e como são as coisas naquela casa.

Outra opção, é colocar o bebê para dormir no carrinho, mas nos ambientes movimentados da casa, como a sala de TV. Não é para despertar antes da hora. É para entender que, naquela hora, é soneca curta mesmo, porque a vida está rolando lá fora.

À medida que a noite for chegando, organize um roteiro de relaxamento e acolhimento. Dê um banho mais longo, com cheiros confortáveis e relaxantes, como camomila ou alfazema.

A água morna e a roupa macia são boas experiências. Depois do banho, pode rolar uma boa mamada, mais longa e eficiente. Do peito, o bebê pode arrotar e dormir.

A penumbra e a companhia da mãe ajudam bastante. Nesse período, é legal o quarto do bebê estar na penumbra e o local ficar silencioso.

Invente um ritual para esse momento, cante para o bebê, mantenha ele no colo, faça uma oração junto com ele. Repita sempre e vá ensinando a ele como vai ser nessa família.

Se tudo der certo, a criança vai acordar em 3 ou 4 horas. Aproveite para ficar com os outros filhos, curtir o marido ou a esposa, jantar e descansar um pouco.

Quando o sono do bebê for embora no meio da madrugada, é preciso ser rápido e cirúrgico. Certamente, ele precisa ser trocado e alimentado.

Esse processo vai durar cerca de uma hora inteira. Se conseguir, mantenha o silêncio, a penumbra e não prolongue muito os afazeres. Provavelmente, o sono do bebê vai chegar quando ele estiver mamando. Assim que arrotar, pode voltar para o berço. Se seu neném dorme no mesmo quarto que os pais, é mais fácil e ágil fazer o que precisa ser feito e, além disso, a companhia vai ajudar o bebê a dormir com mais segurança e, portanto, melhor.

Com sorte, nessa segunda dormida da noite, a criança emenda mais duas ou três horas e, depois, despertará para curtir a vida. Combine com o marido para, nessa segunda rodada, ele trocar ou botar para dormir para que a mãe consiga descansar um pouquinho.

Há especialistas que recomendam a chamada “mamada dos sonhos”, quando a criança é alimentada mesmo que esteja dormindo para garantir mais algumas horinhas de sono.

Como se o tanque cheio garantisse mais combustível para um bom soninho.

Alguns especialistas não concordam com essa prática, porque seria uma maneira de enganar a criança e deixar seus mecanismos confusos. Sentir fome, acordar e pedir comida é, afinal, um mecanismo de sobrevivência importante.

Por outro lado, garantir umas boas horas de descanso para o pai, a mãe e o bebê é tentador. E mal mesmo não faz.

Veja o que se adapta melhor ao funcionamento da sua casa e mãos à obra.

As fases do sono

Conhecer cada uma das fases do sono do bebê pode ajudar pai e mãe a dormirem bem e a educar o bebê para uma boa noite de sono.

Olha só: o sono do bebê é dividido em cinco momentos.

Fase 1 – Sonolência – O organismo da criança começa a liberar melatonina, um hormônio do bem que induz o sono. É naturalmente produzido pelo cérebro quando o dia começa a escurecer.

Fase 2 – Aqui o neném entra em sono profundo. Mas é apenas uma transição para a próxima fase. Ele vai relaxando, o metabolismo cai um pouco e, por isso, a respiração fica mais lenta e profunda.

Fase 3 – Sono profundo – agora sim seu filho vai alcançar o sono mais profundo. Repare como ele fica paradinho e silencioso. Nessa fase acontece a mágica do crescimento. O hormônio responsável por isso é liberado e o bebê aumenta de peso e tamanho. Por isso dormir é tão importante.

Fase 4 – Sono leve – é quando acontece o REM, ou movimento rápido dos olhos. Aqui o bebê se mexe, balbucia e, fofíssimo!, sonha.

Fase 5 – Parcialmente desperto – é uma fase de transição entre os sonos e marca o fim de um ciclo que dura cerca de 50 ou 60 minutos.

Atenção para a grande sacada. Nos adultos, quando acaba um ciclo de sono, ele se ajeita, muda de posição e volta a dormir. Já com os pequenos é diferente. O bebê não sabe bem o que fazer quando acaba o ciclo de sono.

Se ele tiver qualquer estímulo, pode despertar de vez e não dormir de novo por um grande período.

Uma boa medida é organizar o berço para que ele seja um ninho e não uma sala de jogos. Tirar o móbile, os brinquedos e caprichar no esquema de manter o bebê bem acomodado, com almofadas em volta e um cobertor bem preso.

A sensação de contenção ajuda o neném a relaxar e, assim, dormir. A almofada em U, usada para amamentação pode ser de grande ajuda. Coloque-a dentro do berço e encaixe ali os pés da criança.

Também não precisa sair correndo quando o ciclo de sono acabar e o bebê despertar de leve. Com tranquilidade, os pais podem “sugerir” que o filho volte a dormir sem que seja necessário sair do berço ou mamar.

Quando o neném acordar no meio da noite, tente fazer com ele se deite de novo e pegue no sono sem grandes estímulos ou espetáculos. Aprender a se tranquilizar sozinho é muito importante para a qualidade de vida de todo mundo.

Aos poucos, vá reduzindo os artifícios para a criança pegar no sono, de forma que ela não fique condicionada a só dormir se tiver uma música tocando, ou ninada com sacolejo no colo.

Experimente caminhos variados, mas procure sempre oferecer autonomia ao bebê. Há crianças que precisam de colo, mas há outras que preferem adormecer sozinhas no berço.

Podemos respeitar essas preferências e tirar vantagem dela. Mas, para isso, é preciso dar espaço para seu filho dizer quem é e oferecer bons caminhos para ele mesmo escolher.

Paciência

Depois que o bebê faz seis meses, o esquema de sono está bem mais organizado. Ele reconhece bem o que é dia e o que é noite, já reconhece a rotina da casa, já manifesta bem as preferências.

Em geral, é com essa idade que os filhos começam a dormir a noite inteira, ou - ao menos - cerca de seis horas emendadas, o que é um luxo para os pais.

Alguns pediatras, recomendam tirar a mamada da madrugada nessa fase. Essa decisão compete ao pediatra e leva em conta alguns fatores, como o peso e o crescimento da criança, a presença de refluxo gastroesofágico e outras condições que são mais controláveis quando os pais acompanham o sono e o despertar mais de perto.

De modo geral, com seis meses é bem provável que seu bebê possa e consiga dormir mais à noite. Se for esse o caso, vale a pena adaptar a rotina para os novos horários e criar novos rituais.

Sempre com a lembrança de que rituais muito rígidos podem cercear a autonomia do bebê. É legal ter uma rotina, mas ir adaptando às novas necessidades do bebê, porque ele está crescendo e mudando.

Lembre também que, a cada mudança de fase do bebê, pode haver uma alteração no padrão do sono. Aos 8 meses, por exemplo, na chamada fase da brecha, a criança fica medrosa, com receio de perder a mãe. Pode ter pesadelos e voltar a acordar à noite.

Quando os dentes estão nascendo, a irritação e a dor na gengiva podem mudar o sono do bebê. Há outros momentos assim que podem ser explicados pelo pediatra. A solução para cada momento também pode ser debatida com o médico e sempre respeitando a personalidade e as necessidades do seu bebê.

Você, com certeza, tem histórias de sucesso e de problemas bem resolvidos quando o tema é o sono do bebê, certo? Algum caso na família, com amigos, ou com você mesmo com os filhos mais velhos.

Que tal compartilhar o que aprendeu? Aqui na comunidade Alô Bebê, há pais e mães com muita vontade de saber como resolver seus problemas e como fazer o sono do bebê ser mais tranquilo e relaxado. Se você contar o que sabe e o que deu certo aí na sua casa, vai inspirar os outros pais.

Para fazer isso, basta comentar no post, logo aqui abaixo. Escreva sem economia, aqui é seu espaço. Dê detalhes, lembre o que não deu certo e comente os segredos mais valiosos. Qualquer meia hora de sono é bem-vinda nessa fase, lembra?

Suas experiências certamente vão inspirar muita gente. Então corre, comente o post aqui embaixo com suas lembranças e sabedorias sobre o sono do bebê.

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Redação - Alô Bebê

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