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Estrias na gravidez: por que aparecem e como tratá-las?

Estrias na gravidez: por que aparecem e como tratá-las?

Um dos receios mais frequentes das mulheres antes de engravidar e durante a gestação é o aparecimento das estrias. De fato, pode acontecer. É até frequente e esperado. Afinal, a elasticidade da pele da barriga é exigida ao máximo.

Em muitos casos, a fibra da pele rompe e aparecem as marcas, com aparência de cicatriz. É comum as estrias na gravidez aparecerem a partir da 25ª semana, quando a barriga começa mesmo a crescer.

Daí para frente, o abdômen será cada vez mais forçado. O útero vai crescendo e o bebê vai pedindo espaço. Os músculos também se alongam e a pele não aguenta toda essa pressão. Embora fique uma marca e dê alguma coceira, as estrias na gravidez não são um problema sério não. Acima de tudo, são uma questão estética.

Se essa é uma das suas preocupações, pode deixar a encanação de lado. Não só dá para cuidar de todas as variedades de estria que eventualmente aparecerem — sim, porque estria não é tudo igual —, como dá para evitar que elas apareçam, ou que venham mais suaves e quase transparentes.

O que são as estrias?

Como já explicamos, estrias são marcas superficiais causadas pela ruptura das fibras da pele. Podem aparecer em várias partes do corpo, em homens e mulheres, em qualquer fase da vida em que há crescimento ou ganho de peso.

Entre as gestantes, os locais mais sensíveis são a barriga e os seios, ambos por conta do crescimento natural dessas partes durante a gravidez.

O primeiro sinal de que vão aparecer estrias é uma leve coceira no local. A razão é o estiramento da pele e o ressecamento dessa camada superficial.

Em geral, as estrias na gravidez aparecem primeiro como marcas rosadas ou arroxeadas e marcam o princípio do processo. Mais adiante, as estrias podem ficar brancas e se tornam praticamente definitivas. Mesmo passando pelas mesmas etapas de gestação, algumas mulheres não apresentam estrias.

Por que isso acontece?

Porque a genética — além dos cuidados — é fator importante para essa condição. Há peles que aguentam mais o estiramento e peles que naturalmente aguentam menos. Como só vai dar para descobrir isso durante a gestação, o ideal é prevenir o aparecimento das marcas.

É possível prevenir?

É possível sim. O segredo para minimizar o aparecimento de estrias na gravidez — ou até evitá-lo por completo — é a hidratação. Primeiro por dentro, depois por fora. Grávidas devem beber cerca de três litros de água por dia, ou mais.

A água hidrata o corpo, previne as hemorroidas, garante um bom funcionamento do intestino e chega até a pele. Sucos e chás também ajudam, mas nada é melhor do que água para as gestantes.

Por fora é tempo de besuntar, sem dó.

Além da hidratação interna, há também a opção externa. No banho, esfolie a pele com delicadeza com a ajuda de uma bucha vegetal. Depois se seque e passe duas camadas de creme hidratante próprio para grávidas.

Vale a pena consultar o médico e pedir recomendação de produtos, porque há substâncias, como ácidos e óleos minerais, que devem ser evitados por quem está esperando bebê. Vale até consultar um especialista em dermatologia que vai saber as novidades e poderá dar dicas acertadas para cada tipo de pele.

Por cima do creme, nas áreas que vão ser mais esticadas, é legal passar uma camada de óleo. De preferência, vegetal e sem cheiro, que possa ser bem absorvido pela pele sem causar enjoo ou tontura. Esse processo serve como uma camada impermeabilizante para o creme que está ali embaixo não escapar.

Tudo isso deve se repetir diariamente desde que a mulher descobre que está grávida. Nada de preguiça. O resultado é uma pele hidratada e com mais elasticidade, que vai — portanto — reagir melhor ao estresse.

Ainda há outras medidas interessantes que previnem as estrias na gravidez:

  • Ingerir alimentos ricos em vitamina C e E;

  • Não usar roupas muito justas para garantir uma boa circulação sanguínea;

  • Use roupa íntima própria para gestantes, porque elas ajudam a segurar a barriga e os seios;

  • Procure não ganhar muito peso. Entre 9 e 12 kg é o indicado pelos obstetras.

Tratamento

Se com todos esses cuidados, ainda assim aparecerem estrias na gravidez, não encane. Continue hidratando muito bem todas as áreas, porque isso reduz a chance de aparecerem novas estrias e de aumentarem as marcas que já se instalaram. Além disso, manter as estrias hidratadas ajuda elas a não mudarem de fase e irem para brancas, mais difíceis de remover.

Depois da gravidez, é possível fazer tratamentos estéticos acompanhados por um dermatologista. Nem pensar em fazer durante a gestação ou a amamentação, porque muitos desses peelings usam ácidos não recomendados para a mãe e para o bebê. Um pouco de paciência e logo dá para resolver.

Enquanto as estrias estão rosadas ou arroxeadas, é sinal de que tem circulação sanguínea no local e, por isso, a capacidade de regeneração do corpo é bem maior. Já as estrias brancas pararam de ser alimentadas e funcionam como uma cicatriz. Podem diminuir, mas não desaparecem.

Para eliminar as estrias rosadas, o dermatologista vai recomendar um creme próprio e vai sugerir uma boa massagem na região afetada para o produto ser absorvido.

Para tirar estrias brancas, aí é necessário uma ação mais profunda, com peeling químico. As estrias vão diminuir de tamanho e ficar quase imperceptíveis.

Durante todo o tratamento, a mulher deve continuar hidratando a pele com frequência. Isso garante a melhor eficácia das intervenções e uma aparência melhor no final de tudo.

Só para concluir, existe um pensamento importante que deixa a relação com as estrias na gravidez mais leve e saudável. Estrias na gravidez são a prova de que aquela barriga já teve muita história para contar. Relaxou?

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Redação - Alô Bebê

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