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Guia Completo sobre Autismo em Bebês e Crianças

Guia Completo sobre Autismo em Bebês e Crianças

Quando se trata do autismo infantil, papai e mamãe precisam estar muito bem informados: essa é a melhor maneira de cuidar do seu filhote. A ciência ainda não decifrou as causas desse transtorno, então para obter os melhores resultados no tratamento do Espectro Autista, o diagnóstico e intervenção precoces são essenciais!

Especialistas apostam que os próprios responsáveis são capazes de detectar os primeiros sinais a partir dos 6 meses e, assim, buscar ajuda especializada quanto antes. Sabendo exatamente o que observar, os pais podem melhorar as chances da criança de desenvolver suas habilidades cognitivas e funcionar em um nível elevado mais tarde na vida.

Sabemos que a preocupação dos pais é grande, mas antes de sair procurando pelos sinais do transtorno no seu bebê, é muito importante entender o autismo e estudar os seus sintomas. Somente com essas informações, a identificação ocorrerá de maneira mais natural. Lembre-se: a pressa é inimiga na perfeição, e tudo que não queremos é uma suspeita equivocada! Respire, e leia o nosso Guia Completo sobre Autismo em Bebês e Crianças.

Informações importantes sobre o autismo

Cientificamente denominado como Transtorno do Espectro Autista, o autismo é uma síndrome caracterizada por problemas na comunicação, na socialização e no comportamento. Em crianças é geralmente diagnosticado por volta dos 3 anos de idade.

Quais são os principais características do autismo?

  • Dificuldade na interação social. Não mantém contato visual, não se expressa – nem facialmente ou por meio de gestos. E por isso, acaba se isolando, e com dificuldade em fazer amigos

  • Prejuízo na comunicação. Não inicia ou mantém uma conversa. Linguagem solta (sem sentido), uso de frases “sem pé nem cabeça”, e quando gosta de uma palavra, usa repetitivamente;

  • Alterações comportamentais. Podemos dizer que são crianças céticas, não conseguem brincar de faz de conta. Gostam de rotina e seguem à risca padrões que elas mesmas criam.

Os tipos existentes

Em 2013, foi lançado a última atualização do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. E por que isso é importante para o nosso artigo? Grande parte dos psiquiatras seguem as suas recomendações para realizar seus diagnósticos. Foi nessa edição do DSM que surgiu o termo que usamos até hoje, o nome “Transtorno do Espectro do Autismo” (TEA). Com essa definição, tivemos uma mudança muito importante nas definições do transtorno, pois a Síndrome de Asperger também passou a ser considerada uma forma de autismo.

Dessa maneira, o transtorno do espectro autista passou a ser dividido em três tipos:

Síndrome de Asperger

A famosa síndrome é um transtorno neurobiológico que se enquadra dentro da categoria de transtornos globais do desenvolvimento. Ela foi considerada, por muitos anos, uma condição distinta, porém próxima e bastante relacionada ao autismo. Hoje, ela é avaliada como uma forma leve de autismo e dentre as suas características próprias, estão:

  • Problemas de coordenação: Os movimentos de crianças com Síndrome de Asperger pode parecer desajeitados ou atrapalhados.

  • São muito habilidosos: Muitas crianças com Síndrome de Asperger são excepcionalmente inteligentes, talentosas e especializados em uma determinada área, como a música ou a matemática. A memória fotográfica tem sido apontada com outro fator comum entre esses jovens!

  • Interesses “inusitados”: Os pequenos com essa síndrome podem desenvolver interesses quase obsessivos em algumas atividades e áreas. Eles até podem estar relacionadas a prática de esportes, mas normalmente são mais estudos, como cartografia e climatologia.

Autismo Clássico

As pessoas com transtorno autista costumam ter atrasos linguísticos significativos, desafios sociais e de comunicação, além de comportamentos e interesses incomuns. Muitas pessoas com transtorno autista também têm deficiência intelectual.

Transtornos Invasivos

As pessoas que possuem apenas alguns dos critérios de transtorno autista clássico ou da síndrome de Asperger, podem ser diagnosticadas com transtorno do desenvolvimento Invasivo. As pessoas com esse tipo de transtorno podem ser diagnosticadas como autistas leves, e os seus sintomas podem causar apenas desafios sociais e de comunicação – isso quer dizer que a inteligência por exemplo, não é afetada de nenhuma maneira.

Atualmente, o Transtorno do Espectro Autista é dividido em graus e sua gravidade:

Nível 3 – Severo

São as crianças que apresentam um déficit considerado grave nas habilidades de comunicação verbais e não verbais. Ou seja, não conseguem se comunicar sem contar com ajuda. Tendem a se isolar, se não forem estimuladas. Não vão iniciar uma aproximação com um colega ou tentar “puxar uma conversa”. Também se mostraram fechados a possíveis abordagens de terceiros, se limitando a poucas ou nenhuma resposta. Possuem um perfil inflexível de comportamento, tendo muita dificuldade em lidar com mudanças.

Nível 2 - Moderado

Este nível tem as características muito semelhantes as descritas no nível 3, mas com menor intensidade no que diz respeito a área da comunicação e deficiência de linguagem. A criança precisa de apoio para iniciar e manter suas interações, pois ainda tem prejuízos sociais aparentes. É preciso de paciência e tato para conseguir se aproximar, e ainda sim, as respostas serão limitadas por conta da linguagem reduzida. Os comportamentos repetitivos aparecem com frequência suficiente para serem notados por terceiros e podem acabar interferindo na coordenação motora do pequeno. A fixação por padrões e rotinas fazem que o criança ainda sofra na hora de mudar suas as ações ou o foco das atividades.

Nível 1 - Leve

A criança não demonstra grande interesse em se relacionar com outras pessoas e por isso tende a não iniciar interações, se não tiver ajuda. Com apoio contínuo, as dificuldades na comunicação social não causam maiores prejuízos, porém sozinhas são capazes de oferecem algumas respostas inconsistentes. Precisará de uma mãozinha principalmente na hora de se organizar. Questões de planejamento serão um empecilho para a sua independência.

Qual a origem do autismo?

Muito já foi pesquisado, e certamente já avançamos, mas as causas do TEA ainda são um grande mistério para a medicina. Não se sabe, por exemplo, por que o autismo é de três a quatro vezes mais frequente em meninos do que em meninas e por que uma em cada 88 crianças, aproximadamente, vai desenvolver a condição. O que se sabe é que o autismo é um transtorno complexo – alguns portadores também têm epilepsia, outros, QI alto, enquanto outros tantos podem apresentar QI baixo -, com diferentes genes envolvidos em cada caso.

Alguns estudos já conseguem apontar para prováveis fatores genéticos, que podem ser hereditários, mas também é possível que fatores do ambiente, como a infecção por certos vírus, consumo de tipos de alimentos ou contato com substâncias intoxicantes, como o chumbo e mercúrio, por exemplo, possam ter grande efeito no desenvolvimento da doença. Algumas das principais possíveis causas incluem:

Deficiência e anormalidade cognitiva de causa genética e hereditária, pois observou-se que alguns autistas apresentam cérebros maiores e mais pesados e que a conexão nervosa entre suas células era deficiente;

  • Fatores ambientais, como o ambiente familiar, complicações durante a gravidez ou parto;

  • Alterações bioquímicas do organismo caracterizadas pelo excesso de serotonina no sangue;

  • Anormalidade cromossômica evidenciada pelo desaparecimento ou duplicação do cromossomo 16.

Além disso, existem estudos que apontam para algumas vacinas ou para a reposição em excesso de ácido fólico durante a gravidez, entretanto ainda não há conclusões definitivas sobre estas possibilidades, e mais pesquisas ainda precisam ser feitas para esclarecer esta questão.

Como confirmar?

O diagnóstico de autismo é feito pelo pediatra ou psiquiatra, através da observação da criança e da realização de alguns testes de diagnóstico.

Pode-se confirmar o autismo, quando a criança apresenta características das 3 áreas que são afetadas nesta síndrome: interação social, alteração comportamental e falhas na comunicação. Não é necessário apresentar uma extensa lista de sintomas para que o médico chegue ao diagnóstico, porque esta síndrome manifesta-se em diferentes graus e, por isso, a criança pode ser diagnosticada com autismo leve, por exemplo.

Vale destacar que, certas crianças com autismo desenvolvem-se normalmente durante a primeira infância, chegando até a adquirir linguagem funcional. No entanto, esta vai se perdendo progressivamente. Por isso, a Academia Americana de Pediatria recomenda que todas as crianças sejam examinadas por atrasos de desenvolvimento e deficiências durante visitas regulares ao médico com 9 meses, 18 meses e 24 ou 30 meses.

No Brasil, a Lei 13.438/2017 estabelece que os pediatras utilizem protocolos padronizados, como por exemplo o M-CHAT, para a avaliação de riscos ao desenvolvimento psíquico de crianças até 18 meses. Estes protocolos possibilitam que o encaminhamento para médicos especialistas e grupos de intervenção iniciem o tratamento o mais cedo possível.

Tratamento

Infelizmente, não há cura para o autismo. Remédios para lidar com o transtorno só são prescritos na presença de agressividade e de doenças paralelas, como depressão (e só devem ser prescritos por médicos, nada de automedicação).

É indicado que o tratamento deve ser multidisciplinar, englobando médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e pedagogos.

Função da mamãe e do papai

A participação dos pais e dos familiares é essencial para o tratamento das crianças com autismo. Independente do grau, os pequenos aprendem sobre o seu comportamento diretamente com seus cuidadores, então eles precisam estar dispostos a ensinar e manter as contingências dentro de casa. Lembre-se: exemplo é tudo!

Não existe um padrão ou manual, e cada caso é único. Por isso, é importante, assim como a individualização do programa de educação parental, considerar as circunstâncias e necessidades dos pais. Boa vontade, paciência, amor e timming! É crucial que eles não estejam lidando com estresses ou problemas adicionais. Acredite, o bebê sente e rejeita todas essas energias!

ABA

A forma de tratamento mais usada no Brasil é a ABA. A análise do comportamento aplicada (ABA – Applied behavior analysis) é uma área de conhecimento que desenvolve pesquisas e aplicações a partir dos princípios básicos da ciência da análise do comportamento. Essa análise pode ser definida como um método completamente baseado na observação e investigação. No caso específico do autismo, a ABA propõe intervenções pontuais e que trazem para a vida do autista e de sua família os progressos tão necessários para o cotidiano. Todos nós sabemos que a criança com autismo pode ser independente (casos mais leves, por exemplo) ou depender de forma integral de alguém para executar funções simples, como escovar os dentes, tomar banho, vestir roupas, etc.

Com esse tipo de tratamento, há um trabalho em equipe: e grande parte dele é feito em casa. Com a devida orientação e treinamento, os pais podem (e devem) trabalhar para estabelecer um vínculo e uma correspondência com a criança, ainda que ela não esteja interagindo com eles plenamente.

Programas de intervenção baseados na ABA são atualmente vistos como tratamentos de primeira linha para o TEA no início da infância. Tanto o modelo UCLA/Lovaas quanto o Early Start Denver Model (ESDM), que são programas amplos na intervenção precoce, criados na estrutura da ABA, possuem relatórios de pesquisas de alta qualidade documentando suas eficácias, especialmente na melhoria do desempenho cognitivo, habilidades linguísticas, e comportamento adaptativo.

Agora, para as famílias que acabaram de aumentar:

10 sinais precoces de autismo para os quais todos os pais devem ficar atentos!

  1. Não reagem aos sons. Desde a barriga da mamãe o bebê é capaz de ouvir os sons, e depois do nascimento é esperado que reaja a este estímulo. Podem ser reflexos tanto em relação a sons direcionado a ele, como a voz dos pais ou uma música, como aos barulhos do cotidiano, como uma porta batendo e um objeto caindo. Um susto pode fazer faz o recém-nascido chorar, mas ao mesmo tempo tentar virar o rostinho, afinal ele quer saber o que está acontecendo! Já o bebê autista não demonstra nenhum interesse e não reage a nenhum tipo de som. Inicialmente os pais podem considerar a possibilidade de surdez, e para descartar essa opção existe o famoso Teste da Orelhinha. Se ele for realizado e demonstrar que não há nenhum comprometimento auditivo, certamente levantará as suspeita de que o bebê possui algum nível de autismo.

  2. Não emitem sons. Mamãe, papai, vovó, madrinha, titia, primo... todo mundo que chega perto do neném já começa a tentar se comunicar com o pequeno. Normalmente nessa fase, a missão de todos é decifrar as primeiras sílabas da criança, os “ba-ba, “du-du”, “ma-ma”. Os recém-nascidos normalmente demonstram afeto, curiosidade e o que querem com essa interação. Entre gritos, gemidos e quase palavras, a criança começa a chamar a atenção dos pais para suas necessidades. Em caso de autismo, o bebê não emite nenhum som porque apesar de não ter nenhum comprometimento na fala, ele prefere ficar calado, sem interagir com os outros à sua volta. Crianças com mais de 2 anos, por exemplo, já formam pequenas frases, mas no caso do autismo é comum que eles não usem mais de 2 palavras. Os pequenos preferem apenas a apontar o que desejam ou então repetem as palavras que lhe são ditas várias vezes seguidas.

  3. Não imitam o comportamento do adulto. Os bebês com autismo não tem o impulso de replicar os movimentos dos outros, e por isso, acabam limitando seus gestos e expressões faciais. Vamos a um exemplo prático: um bebê normalmente começa a sorrir com cerca de 2 meses, e ainda que não saibam exatamente o que um sorriso significa, ele faz isso por reflexo, 'treinando' o movimento quando o vê nos rostos que outras pessoas. O bebê autista não sente essa necessidade, e por isso não copia o que vê, o que inclui o sorriso – e por isso pode aparentar estar insatisfeito. Mas o mesmo vale para bater palmas e dar “tchauzinho”.

  4. Não gostam de contato físico. Normalmente, os bebês gostam de beijinhos e abraços porque assim sentem-se mais seguros e amados. No caso de crianças pequeninas com autismo, existe uma certa repulsa pela proximidade e por isso o bebê não gosta de ficar no colo, ou sendo demasiadamente tocado (recebendo cafuné, por exemplo).

  5. Evitam olhar diretamente nos olhos. Claro que pela idade do bebê, às vezes pode parecer muito difícil diferenciar um olhar vago de um distraído. Ele pode estar prestando atenção em várias outras coisas, afinal, o mundo inteiro é novidade! Mas se tem um momento em que essa situação fica mais clara, é a hora da alimentação. Mamar envolve uma conexão muito direta entre mãe e filho, e dificilmente o bebê tiraria o foco da sua fonte de felicidade. Quando ele não faz contato visual com a mamãe e nem olha para o seio e para a atividade tão preciosa que está desempenhando, os papais devem ficar atentos!

  6. Não interagem com outras crianças. Brincar não é somente no parquinho na escola. É possível perceber se o seu filho se diverte com outros bebês mesmo quando ele tem apenas 1 aninho. Se com as priminhas pequenas e os amiguinhos, ele prefere se isolar, sem chances para compartilhar o momento, nada de chamar mais atenção ou disputar o mesmo brinquedo – pode ligar o sinal de alerta! Além de não procurar estar perto de outras crianças, os autistas preferem ficar longe delas, evitando todo tipo de aproximação, praticamente fugindo.

  7. Apresentam movimentos repetitivos. Conforme já citamos, uma das características mais marcantes do autismo são os movimentos repetitivos e padronizados, como mexer as mãos, bater na cabeça e ficar se balançando. Estes movimentos podem começar a serem notados após 1 ano de vida e tendem a permanecer e se intensificar se o tratamento não for iniciado.

  8. Não reagem emocionalmente. Normalmente, os bebês são muito sensíveis às emoções de outras pessoas, mas os bebês com autismo têm menos probabilidade de ficarem felizes em resposta ao sorriso de outra pessoa ou de chorarem quando veem outra criança chorando.

  9. Não brincam de faz de conta. A partir dos 2 anos de idade, o imaginário das crianças começa a tomar uma proporção inacreditável! E justamente nessa fase que se iniciam as brincadeiras de Faz de Conta: a boneca é filha que precisa ser cuidada, a bichinhos de pelúcia são a classe e estão assistindo à uma aula, o cachorro da família é um unicórnio disfarçado, e por ai vai! Porém, as crianças com autismo têm tendência a desmistificar essas brincadeiras. Eles enxergam os objetos e seres de maneira mais racional e prática.

  10. Não precisam de “atenção conjunta”. Sabe quando o seu filho te cutuca e aponta para um cachorro, apenas para que você veja o que ele está vendo também? Essa atitude faz parte da experiência chamada “atenção conjunta”, e é um indício precoce de habilidade linguística, porque sugere a capacidade de compartilhar algo com outra pessoa. A criança com autismo guarda esses momentos somente para si, ela é muito reservada e prefere conter essas informações em seu mundo particular.

Recomendações gerais para famílias que tem um pequeno especial

Ter em casa uma pessoa com as formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados! É muito importante que a mamãe e o papai ajudem os irmãozinhos a entenderem o que se passa na cabeça do bebê, quais serão suas dificuldades, e como eles podem ajudar – de maneira mais didática possível.

Dica para os próximos anos: apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado. Claro que para uma decisão dessas, é indicado procurar os médicos responsáveis pelo tratamento do seu pequeno – são as melhores e mais confiáveis opiniões!

Segundo os especialistas, independente da instituição escolhida, o crucial, é que ela mantenha uma relação muito próxima e aberta com os pais. Esse contato direto é um dos aspectos mais importantes na vida do pequeno, pois além da família ficar por dentro de seu desenvolvimento, os educadores podem gerar relatórios sobre os passos dados pela criança em sua vida pedagógica. Essas informações podem (e devem) ser levados ao psiquiatra/psicólogo da criança para análises que auxiliarão ainda mais o tratamento. É um ciclo de troca de informações que somente beneficia o seu filho!

São muitos dados, pesquisas e informações, mas nós garantimos: o estudo vale a pena! Não há nada melhor do que estar preparada (o) para cuidar do seu filho. Sabemos que essa dúvida em relação ao diagnóstico do autismo preocupa muitas famílias, e fizemos o Guia justamente para acalmar as mamães e o papais. Os sinais existem, basta saber procurar - com calma e sempre muito amor! Compartilhe esse conteúdo e ajude mais bebês a receberem a atenção e o tratamento o quanto antes!


 

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Redação - Alô Bebê

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