Leite em excesso: o que caracteriza a hiperlactação?
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Leite em excesso: o que caracteriza a hiperlactação?

Um dos maiores medos de quem está esperando um bebê é não ter leite suficiente para garantir o seu crescimento. Normalmente, a natureza se encarrega de produzir o leite suficiente e adequado para cada criança.

No entanto, tem vezes em que o organismo da mãe exagera e acaba produzindo uma quantidade bem maior que do que a necessária. Essa condição se chama hiperlactação e acontece quando as mamas produzem mais leite do que a criança é capaz de consumir.

De cara, parece uma bênção tanta abundância. Mas, na verdade, a hiperlactação pode causar desconforto e até algum mal estar para a mãe.

Ao contrário do que se imagina, excesso de leite não ajuda o bebê a mamar. O jato de leite é forte demais e pode até fazer o bebê engasgar. Se ele não mama corretamente, por causa do fluxo muito intenso, também pode não ganhar peso corretamente.

Atenção aos sinais

Se você está desconfiada que produz leite demais repare se o bebê chora muito, fica irritado e inquieto durante a mamada. Veja se o neném tosse, engasga e perde o ar enquanto mama. Ou se o leite jorra do peito antes da mamada ou quando o bebê larga o peito.

Repare também se o bebê larga e pega o peito muitas vezes durante a amamentação. E as mamadas são curtas, entre 5 e 10 minutos. Por fim, atente se o peito está cheio a maior parte do tempo.

Se você se identificou com a maioria das situações acima, então pode, sim, ser hiperlactação. Quem diagnostica com mais certeza é o obstetra e o pediatra. Como não é uma doença e é uma condição transitória, dá para remediar e tomar algumas atitudes que facilitam a vida da mãe e do bebê.

Dicas

Primeiro, antes de amamentar, ordenhe o excesso de leite num recipiente apropriado. Isso reduz a pressão dos jatos iniciais e impede que o bebê se engasgue. O primeiro leite é mais aguado e serve para matar a sede do bebê. O segundo leite, que vem depois de 5 ou 10 minutos de mamada é que alimenta de fato.

Por isso, ordenhando antes, o bebê recebe logo o leite mais gordo, então é provável que se sacie mais rápido e a mamada seja mais curta. Se ele estiver ganhando peso, fique tranquila, tudo está indo bem.

O leite retirado pode ser congelado por até seis meses. Pode ser usado quando a mãe voltar ao trabalho, ou pode ser doado, algo bem bonito e que faz muito bem. Todas as cidades têm banco de leite. Se informe e faça essa boa ação se for o seu caso.

A mãe com hiperlactação não deve tomar medicamentos, chás e outros preparados galactogogos, que aumentam a fabricação de leite.

A mulher pode oferecer um peito de cada vez e garantir que ele fique bem vazio, amamentando até o final. Peito sempre cheio é problema, pode dar mastite, uma doença bem chata e perigosa. Compressas de água fria, três ou quatro vezes ao dia, inibem a produção de leite e trazem conforto para peitos cheios demais.

Hiperlactação não é um assunto muito conhecido, então espalhar essas informações nas redes sociais e passar para amigos e parentes é também uma boa ação que pode aliviar as mães e dar uma forcinha para o desenvolvimento saudável do bebê. Por isso: curta, compartilhe e recomende!

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Redação - Alô Bebê

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