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Natação para bebês: qual a idade ideal?

Natação para bebês: qual a idade ideal?

A natação é conhecida como o esporte mais completo de todos, mesmo para os bebês! Como o pequeno já é adaptado ao meio líquido desde a gestação, ele é capaz de executar diversos movimentos natatórios, comuns na primeira infância. Tudo por meio de atividades que facilitam o desenvolvimento dos órgãos sensoriais das crianças. A piscina, com os exercícios corretos, vira o cenário perfeito para o desenvolvimento físico e mental do seu filho! Então, nada melhor do que introduzir essa prática na vida do seu pequeno, ainda cedo.

Mas qual seria o momento ideal? Como funcionam essas aulas? Os pais participam? O que ele deve usar?

Vamos responder tudo isso, confira:

Qual a idade mínima?

A natação para bebês é recomendada a partir dos 6 meses de idade. Crianças com menos de 1 ano de idade se adaptam melhor ao ambiente, principalmente pelas semelhanças com o ventre materno. Além disso, é com o passar dos anos adquirimos o medo d’água, o que dificulta o processo de aprendizagem, por isso, quanto mais cedo, melhor. A natação tem o poder de aumentar o repertório motor e emocional do bebê — o que auxilia em um crescimento saudável, tanto mental como físico.

No entanto, os pais devem ir ao pediatra para ele avaliar se o bebê pode ir às aulas de natação, pois ele pode ter problemas respiratórios ou de pele que podem agravar com a natação. Além disso, mesmo com a liberação, o ideal é que a cartilha de vacinação esteja sempre em dia!

Como funciona esse tipo de aula?

As aulas de natação para bebês são orientadas por um professor especializado e a criança deve estar sempre acompanhada por um dos pais até os três anos de idade. A primeira aula tem duração menor, de 10-15 minutos, e as seguintes duram meia hora. As aulas não devem durar mais que 30 minutos porque o sistema de regulação de temperatura do bebê ainda não se encontra bem desenvolvido e a sua capacidade de atenção ainda é mínima.

A água normalmente deve estar aquecida a uma temperatura entre os 32ºC e os 37ºC e a entrada na água é feita suavemente, com o bebê no colo e no ritmo que o papai ou a mamãe acharem que está agradando o filhote. Uma vez dentro da água, o professor irá pedir certos exercícios, como alguns mergulhos suaves, sempre segurando o bebê (e nunca o forçando). Com o passar das atividades, a “dificuldade irá aumentar” e pode apostar: você maravilhada quando observar o seu bebê completamente à vontade na água!

Durante as aulas, normalmente são utilizados diversos suportes aquáticos de acordo com a idade dos mais pequenos: bolas, pranchas, tapetes e boias. É a ocasião perfeita para explorar novas sensações, texturas e se divertir!

Caso os pais comecem a notar que o seu filhote está cansado ou com frio, é melhor não insistir: saiam da piscina e enrole-o na toalha. O principal objetivo das aulas de natação para bebês é o entretenimento!

Lembre-se que é normal e até esperado que o bebê se assuste na primeira aula. Para preparar o pequeno para este momento, os pais podem fazer brincadeiras com o bebê durante o banho para ele se acostumar com a água.

O que o bebê deve usar?

É indicado que os pequenos usem fraldas especiais, que não incham ou vazam na água, facilitando os movimentos, contudo, elas não são obrigatórias. Além disso, o bebê não deve ser alimentado até 1 hora antes da natação e não deve ir às aulas de natação quando estiver doente ou com resfriado.

Os óculos de natação só são recomendados a partir dos 3 anos de idade. Imagina um bebê de 6 meses tentando prestar atenção no professor, na aula, na mamãe e ainda tendo que lidar com esse óculos gigante no rostinho? Seria muito informação (porém, muito fofo)!

Introduzir tampões auriculares pode causar eco e assustar o bebê, então use com cuidado. Cheque a real necessidade com o pediatra antes!

Quais os benefícios dessa atividade?

  1. Melhora a coordenação motora do bebê. A natação é uma atividade que estimula o aparelho locomotor mediante exercícios de psicomotricidade.

  2. Desenvolve todos os sentidos. Pode ser que o pequeno não nade nenhuma das modalidade propriamente ditas até os 4 anos, mas esse “treino” aguça tato, audição, olfato e visão.

  3. Estimula o apetite. Quem gasta energia precisa repor também, não é mesmo? Um bebê cheio de fome estará pronto para devorar papinhas e mamadeiras depois de sair da piscina!

  4. Aumenta o vínculo afetivo entre os pais e o bebê. Esse é um dos poucos momentos da semana dedicados exclusivamente ao seu filho. Seu tempo e atenção são deles, e acredite: ele sabe. Essa importância que ele sente aumenta sua segurança e fortalece o elo familiar.

  5. Inspiração para o futuro. Os hábitos desde criança podem ser importantes para que no futuro ele goste de praticar esportes e não seja um adulto sedentário!

  6. Ajuda o bebê a engatinhar, sentar ou andar mais facilmente. Na água, eles se mexem com mais facilidade, e podem treinar os movimentos à vontade. Praticando bastante dentro da água, os gestos saem cada vez mais naturais “em terra firme”.

  7. Garante um sono gostoso no final do dia. Nadar cansa e o seu filho ficará exausto e doido por um colinho. Pode ter certeza que esses exercícios aumentaram as sonecas da tarde, da noite, da manhã...

  8. Ajuda na resistência respiratória e muscular do bebê, prevenindo doenças! A natação fortalece desde a musculatura torácica ao diafragma, o que torna a troca de oxigênio mais fácil e natural. É comum, por exemplos, crianças com bronquite apresentarem uma melhora no problema depois do início da prática.

  9. Sociabilidade! Serão diversas pessoas novas em sua vida: o professor, os amiguinhos, os pais dos coleguinhas etc. O bebê terá de se adaptar, conviver e brincar com muitos rostos que antes eram estranhos.

IMPORTANTE

Ao contrário do que muitos acreditam, as aulas de natação para bebês não prejudicam seus ouvidos. Os problemas de ouvido surgem, na maioria dos casos, quando a água da piscina não é tratada adequadamente.

Além disso, como acontece com os adultos, é recomendado enxugar muito bem o ouvido do bebê ao sair da piscina já que a umidade pode favorecer a proliferação de bactérias. Uma boa alternativa é colocar um protetor no ouvido do bebê, evitando o contato direto com a água da piscina.

Seu filho gosta bastante de água? Você já considerou colocá-lo na natação desde cedo? Talvez outras mamães e papais também estejam cogitando essa possibilidade! Compartilhe esse conteúdo e contribua para que mais bebês nadadores sejam "formados"!


 

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Redação - Alô Bebê

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