O que fazer para lidar com as cólicas do bebê?
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O que fazer para lidar com as cólicas do bebê?

Seu bebê é lindo e gordinho. Mamou bem e arrotou. Está trocado, fralda seca, sem calor e sem frio. Então por que chora tão doído assim? Provavelmente por causa das famosas e temidas cólicas do bebê.

Cedo ou tarde, esse desconforto passa pelo neném e deixa todo mundo cansado, incomodado e sem saber bem o que fazer. Por isso mesmo é legal conhecer bem essa manifestação, para saber como enfrentar e resolver.

Cólica não é uma doença

A cólica é uma soma de sintomas que atinge o bebê desde os 15 dias de vida até os três meses. Do mesmo jeito que aparece, some, e está relacionada — de acordo com os pediatras — com uma imaturidade do sistema digestivo.

A bem da verdade, a ciência nem confirma se é dor o que o bebê sente quando está com cólica. Pode ser estufamento, digestão lenta, desconforto e até barriga cheia, acredite. Por isso, antes de se desesperar e achar que seu filho está sofrendo, tenha um pouquinho de paciência para ajudá-lo a sair dessa fase com mais tranquilidade.

Se as cólicas do bebê são uma realidade na sua família, estamos aqui para ajudar você a enfrentar, passo a passo, essa situação. Já que não dá para fugir, o melhor é minimizar os sintomas enquanto a fase não passa.

Quando elas aparecem?

Depois que o bebê mamou e o leite está sendo digerido. Ou seja, só tem cólica bebê que está bem alimentado. Então, ponto para você! Essa máxima vale tanto para bebês que mamam no peito, quanto para os que usam fórmulas.

Tudo indica que o sistema nervoso do neném, que ainda está aprendendo a trabalhar, controla de forma irregular as contrações do intestino, o que gera algum desconforto para o pequeno. Já que é assim, não temos muito como impedir. Mas dá para reduzir o desconforto.

Observe seu filho

Fazer movimentos de contração no abdômem, encolher e esticar as pernas e chorar ardido por vários minutos podem ser sinais de cólicas do bebê, sim. Não receie pegar ele no colo e coloque a mão espalmada sobre a barriga dele.

Se ele tiver algum alívio, é cólica e dá para contornar. Faça uma massagem firme, mas sem apertar, circular e com sua mão aberta. O calor da mão e o movimento circular trazem um conforto imediato e o neném relaxa um pouco.

Deixá-lo sem camisa e encostar a barriga dele na sua também é uma boa ideia. Os pais — homens são naturalmente mais quentes que as mulheres — são ótimos nessa tarefa. O calor pele a pele, a respiração ritmada, a voz mais grave e suave do pai completam o coquetel anti-cólicas do bebê.  Quanto mais relaxada você estiver, melhor para o bebê.

O próximo passo é prover calor um pouco mais intenso no local. Aqui entram as bolsas de água quente envolvidas com uma fralda, ou bolsas secas, feitas com sementes, também envolvidas num pano. Esquente a água até a temperatura de 38 graus, coloque na bolsa e essa sobre o abdômem do seu filho.

Não bote água demais nem de menos. Também não esquente demais ou de menos. O ideal é um calorzinho morno e algum peso sobre o bebê, mas sem apertar demais. Repare na reação da criança, ela é a medida para a pressão e o calor. Se descansar e parar de chorar, está funcionando. Confie.

Hora mais comum para cólicas

Os pediatras não têm explicação definitiva, mas a observação mostra que o pior horário para as cólicas do bebê é o fim da tarde, quando o sol começa a cair. Observe seu filho e repare a hora em que a cólica vem mais forte.

Programe para esse horário uma mamada grande, ou um banho quentinho e relaxante. Depois de secar bem a criança, para que não fique com frio, coloque uma roupa confortável e quente. O calor relaxa e vai ajudar o bebê a dormir. Ou, ao menos, a não se contorcer de dor.

Aliás, enrolar o bebê com alguma firmeza é um ótimo método de contenção e relaxamento. Por isso, os antigos usavam cueiros, faixas de tecido para enrolar o bebê. Hoje em dia, a técnica se chama wrap, do inglês, enrolar, e está provada que funciona mesmo.

Começou a chorar de cólica, envolva o bebê bem enroladinho numa manta de tecido mais grosso. Os braços devem estar cruzados sobre o peito e as pernas, esticadas. Deixe só a cabeça para fora. A sensação de contenção deixa o bebê seguro e, mesmo que não consiga se mexer livremente, relaxa e descansa.

No meio do chororô das cólicas do bebê, vale quase tudo para acalmar. Inclusive amamentar. Mamar entretem, relaxa e incentiva a digestão. O movimento da sugada interfere diretamente nos trabalhos do intestino. É possível até que o bebê faça cocô de tão relaxado.

Se acontecer, comemore. Era o objetivo, não era? Gases também provocam cólica. Não é consenso, mas algumas coisas que a mãe que amamenta come interferem na digestão do bebê. Há relatos com feijão, chocolate, leite de vaca, e por aí vai. Fique atenta, porque a relação pode não ser tão direta ou tão imediata. Mas, em geral, o que dá gases no adulto, dá na criança também.

Vale a pena a pena experimentar. Comece evitando alimentos picantes, couve, brócolis, feijão, ervilha, etc. Depois vá sentindo como o bebê reage se você tomar leite, comer chocolate, beber café e etc. Atenção para não cortar alimentos essenciais e ficar fraca ou pouco alimentada. Se precisar, consulte um especialista em nutrição para fazer as substituições necessárias.

Bebês que mamam na mamadeira podem ingerir ar e isso também provoca gases. Fique sempre de olho na sugada, no tamanho do furo do bico e tenha certeza de que o bebê arrotou depois de tomar o leite.

Mães, não levem a mal, mas se o bebê está chorando forte e você já fez o que podia, não se desespere. Peça ajuda. O cheiro da mãe, em vez de acalmar às vezes agita a criança. E, mais que isso, vendo a mãe nervosa, o bebê também se estressa e chora mais ainda.

Nesse momento, o remédio é pedir ajuda e sair de cena. Deixe o pequeno com o pai — que vai seguir todas as dicas que colocamos aqui acima — e vá tomar um banho, ou dar uma volta. Relaxe, se acalme, seu filho está em ótimas mãos. Quando você voltar, o neném estará calmo e, com sorte, sorrindo.

Em último caso, se o choro estiver acima do comum, fale com o pediatra e, se ele recomendar, medique. Há analgésicos leves que podem aliviar as cólicas do bebê. Mas, reforçando, jamais tome essa decisão sozinha. Consulte o médico e, só então, dê o remédio mais indicado e na dosagem indicada.

Compartilhar as informações também é uma maneira de enfrentar as cólicas do bebê. O que você aprendeu aqui e os segredos que usou com seu filho podem ajudar e inspirar outros pais e mães a cuidar de seus pequenos incomodados com cólicas.

Leve esse conteúdo para as suas redes sociais e espalhe também para seus amigos os cuidados e medidas que fazem diferença para atravessar o período de cólicas do bebê!

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Redação - Alô Bebê

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