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Pai e bebê: como criar laços fortes

Pai e bebê: como criar laços fortes

Muita gente acredita que a mulher se torna mãe no momento em que descobre que está grávida. Mas e os homens, quando se tornam pais, de fato? A crença popular diz que é apenas no hora do nascimento, mas estudos comprovam que a química do cérebro do homem se modifica no segundo em que a sua companheira conta que está esperando um bebê! E as mudanças não param por aí. Com a chegada do recém-nascido, as risadas e os carinhos, por exemplo, o circuito de recompensa do papai se mantém ativado, e isso o faz sentir-se muito bem. Esse sentimento de satisfação reforça seu laço de união com seu filho. E é desse bem estar que vem o famoso instinto protetor familiar!

Para criar e manter esse importante vínculo, alguns hábitos devem ser desenvolvidos antes mesmo da chegada do pequeno ao mundo!

Por que a relação próxima entre o pai e a criança desde cedo é tão importante?

Os pais que se relacionam mais fortemente com seus filhos desde o nascimento estimulam o desenvolvimento físico e mental do bebê. Esse elo é essencial para promover a segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional do pequeno. O pai é o primeiro ser externo na vida da criança, antes ela só conhecia e era conectada à mãe – se abrir e confiar em outra pessoa é um passo muito importante. Um irá, literalmente, se reconhecer no outro.

E que pai não quer conhecer o seu filho? Descobrir suas caras e bocas? O jeito, a personalidade, os gostos? Apenas com uma verdadeira ligação paternal é possível se familiarizar de verdade.

As crianças com pais presentes e carinhosos têm a oportunidade de presenciar um modelo de paternidade positivo, que as ajuda na formação de seus valores. Estabelecer limites e ajudar o filho a ter noção de certo e errado são algumas das atitudes decisivas para a formação do caráter e também fazem parte da função paterna.

A aproximação entre pai e bebê é benéfica para toda a família. Enquanto passam tempo juntos, seja em uma soneca ou na hora do banho, a mamãe pode descansar um pouco. O vínculo paterno reorganiza melhor as tarefas da casa em relação à criança e tira da mãe a “responsabilidade” de prover sozinha carinho e suporte emocional para o filho.

Como alcançar esse elo ainda na gestação?

Fique por dentro do assunto! A informação combate todo e qualquer receio. Existem livros, artigos filmes, documentários etc. Além de vários amigos que já são pais e certamente podem tirar as suas dúvidas!

Converse com o bebê dentro da barriga! Você sabia que no segundo mês de gestação, a cóclea auditiva do feto já está formada e ele consegue escutar, principalmente, os sons mais graves? Ou seja, ele está praticamente pedindo para ouvir a voz do papai! Dê um bom dia, conte um pouco como foi no seu trabalho, fale sobre os planos que tem para ele, todas essas pequenas conversas ainda na barriga da mãe podem ajudar na formação do vínculo entre pai e bebê!

Acompanhe a mulher aos exames: Os primeiros resultados sempre são os mais esperados, é claro! Mas tente ir em todas as consultas, durante os 9 meses! Lembre-se que você está acompanhando duas pessoas, e uma delas ainda precisará da supervisão no médico por 18 anos! Ninguém melhor que o pai para exercer essa função, certo?

Participe da compra do enxoval: não são apenas compras! É o momento em que tudo começa a se tornar real. Tocar as roupinhas e imaginar o seu filho nelas é uma sensação mágica. Poder escolher cada item, no cenário da sua casa, sendo usado pela sua família, com o seu bebê. “Será que ele vai gostar dessa cor?” “Será que girafas são bacanas?” “Será que isso é confortável?” Quando você menos esperar, estará pensando pelo seu bebê!

Participe de cursos para pais e mães! É uma ótima maneira de aprender mais sobre os cuidados que deverão ter com o bebê.

Abuse do carinho! Beijo, massagens, falar bem pertinho da barriga... Tudo isso vale para fazê-lo sentir todo o amor que você já nutre por ele!

E depois do nascimento?

Os recém-nascidos, apesar de dormirem grande parte do tempo, requerem muitos cuidados, o que dá aos papais uma ótima oportunidade de se aproximar!

  • Auxilie a mamãe na tarefas. Quer alguns exemplos? Leve o bebê até ela na hora da amamentação, faça ele arrotar quando acabar, ou troque a roupa do pequeno se ela já tiver dado o banho. Sempre complemente a tarefa da sua parceira.

  • Nunca deixe um período longo nas costas de uma única pessoa. Reveze os cuidados na madrugada com a mamãe!

  • Troque a fralda do bebê (Esta parte não é muito agradável, mas necessária e a mãe precisa de muita ajuda na hora das fraldas).

  • Dedique momentos diariamente para conversar ou cantar para o bebê;

  • Dê o banho no bebê;

  • Converse com o bebê. O pequeno já reconhece sua voz desde a barriga, então, continue a conversa! Daqui a alguns meses isso irá estimular o bebê a falar as primeiras palavras.

  • Coloque o bebê para dormir. Afinal, se o bebê não estiver amamentando, o pai pode tranquilamente assumir esta função.

  • Faça massagem nele, para aliviar cólicas e relaxá-lo.

  • Dica: Tire a licença paternidade - Embora a licença de trabalho mais famosa relacionada ao nascimento de uma criança seja a das mães, homens também têm direito a se ausentar do trabalho quando se tornam pais. A chamada “licença-paternidade” dá aos pais o direito de acompanhar de perto os primeiros momentos do bebê – a diferença é a duração menor. São 20 dias de licença, sem prejuízo do salário, com algumas condições: o pai que pede o afastamento não pode exercer nenhuma atividade remunerada durante o período de licença, ele deve pedir a ampliação da licença em, no máximo, dois dias úteis depois do parto e também participar de algum programa ou atividade de paternidade responsável.

IMPORTANTE

O pai deve estreitar os laços com o filho sendo aquele que ajuda a educar, conversar, brincar, cuidar, impor limites, dar carinho e amor e ajudar a transmitir os valores que o pequeno terá na vida adulta para que se torne uma pessoa muito melhor.

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Redação - Alô Bebê

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