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Por que os bebês nascem “roxinhos”?

Por que os bebês nascem “roxinhos”?

A gravidez se torna, para a mamãe e o papai, um período de preparação para o tão esperado momento: o nascimento. Não é de se espantar, então, que tal assunto traga inúmeras dúvidas. Independentemente do tipo de parto planejado, todos desejam que o bebê nasça com saúde, mas alguns detalhes podem deixar os pais apreensivos.

Entre tantas dúvidas que envolvem o parto, uma delas é: por que nascem bebês roxinhos? Muitas pessoas acreditam que os bebês que nascem assim requerem maiores cuidados, mas vamos com calma.

Por que bebês nascem roxinhos?

Em primeiro lugar, precisamos entender as condições intrauterinas às quais o bebê fica exposto ao longo de toda a gestação. Para a surpresa de muitos, é normal que o bebê tenha uma coloração levemente azulada ou arroxeada dentro do útero, uma vez que esse ambiente oferece baixa oxigenação.

Todo o oxigênio necessário para o bom desenvolvimento da criança tem origem no sangue da placenta e é transportado até ela pelo cordão umbilical. Os pulmões do bebê, nesse momento, ainda estão repletos de líquido amniótico, e, apesar de parecer que ele está respirando, os movimentos são apenas um treinamento para quando sair. Por esse motivo, é indispensável que as mamães respirem da forma correta durante o trabalho de parto, para que haja O2 suficiente para ela e para a criança. Diante dessas informações, podemos concluir que a maioria dos partos terá bebês roxinhos — inclusive quando se trata de cesárea.

Em que momento a coloração arroxeada passa?

Uma vez que entendemos que a cor roxa é causada pela baixa oxigenação intrauterina, ligar os pontos se torna uma tarefa fácil. Os bebês roxinhos somente ganharão sua tonalidade natural quando finalmente respirarem. No instante em que o recém-nascido começa a inalar o ar externo e passa a oxigenar seu próprio sangue, sua pele muda de coloração: esse é o tão esperado momento do primeiro choro.

Quanto tempo demora para que bebês roxinhos mudem de cor?

Esse é um fator que varia de criança para criança. O mais importante é que os pais permaneçam tranquilos e compreendam que a pele de tom azulado não representa nenhum perigo ou sofrimento para o bebê. Os primeiros instantes após o nascimento são chamados de "transição" porque uma mudança de importância tão grande não acontece em um passe de mágica, e os bebês precisam de mais de 5 minutos para que alcancem uma quantidade de O2 no sangue próxima à nossa.

Em alguns casos, é possível que o recém-nascido permaneça com as mãos e os pés roxinhos por um tempo, mesmo que o restante do corpo já esteja do tom natural. É a chamada acrocianose, uma reação natural dos vasos sanguíneos quando o corpo está exposto ao frio. Afinal, devemos lembrar: o bebê acabou de sair, literalmente, de um forninho (o útero materno é aquecido a 37 ºC).

Verdade ou mito: cordão umbilical em volta do pescoço

Quem nunca ouviu que um bebê nasceu roxinho porque o cordão umbilical estava enrolado em seu pescoço? A falta de informação acaba fazendo com que pessoas rapidamente associem os dois fatos. Mas, para a felicidade dos pais, isso é um mito.

Na verdade, há muito a se falar sobre esse assunto. Diversos estudos, como "Nuchal cords are necklaces, not nooses" ("Cordões umbilicais são colares, não forcas", em tradução livre), demonstram que as voltas que o cordão umbilical pode dar no pescoço do bebê não são capazes de enforcá-lo. Em casos raros, se o cordão for muito curto ou estiver muito enrolado, ele pode dificultar a descida do bebê pelo canal de parto, mas na grande maioria dos partos essa situação não oferece riscos ou complicações ao nascimento.

A própria anatomia do cordão umbilical prova que estamos falando de um mito: ele é gelatinoso e longo, o que evita — por natureza — que as voltas afetem negativamente os vasos sanguíneos do bebê. É comum que isso ocorra em diversos casos, mas procedimentos simples já são suficientes para reverter um cordão umbilical enrolado. Portanto, o cordão não é culpado pela tonalidade da pele do recém-nascido.

Então não se preocupe, pois bebês roxinhos são perfeitamente saudáveis.

Ainda tem alguma dúvida sobre esse assunto? Compartilhe conosco nos comentários.

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Redação - Alô Bebê

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