Quais são as etapas do trabalho de parto e como identificá-las?
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Quais são as etapas do trabalho de parto e como identificá-las?

Como identificar que entrou em trabalho de parto e como é cada uma das fases do trabalho de parto? Essas são, certamente as maiores dúvidas das grávidas, principalmente as de primeira viagem.

Antes de tudo, há duas máximas que a a mãe — sobretudo a primigesta — precisa saber e acreditar. Primeira, confie: você vai saber quando estiver em trabalho de parto. Ele é inconfundível. E, segunda: não existe mal nenhum em desembarcar na maternidade e descobrir que é alarme falso.

Em termos médicos e científicos, o trabalho de parto acontece em três fases, em ordem consecutiva e com características próprias. Vai da dilatação do colo do útero, passa pelo expulsivo e termina com a saída da placenta.

Perda do tampão

Em geral, alguns dias antes do parto, entre a semana 37 e a 40, a mulher pode perder o tampão, um muco bem viscoso que protege o colo do útero. Não se assuste, é normal sair um pouco de sangue. Um pouco, ok?

A partir desse ponto é preciso reparar se não há perda de líquido amniótico. Se estiver perdendo, fale com o médico. Se não estiver, aguarde.

Contrações irregulares

Depois desse momento vêm as contrações irregulares. Sem desespero até aqui. Quando elas regularizarem e tiverem intervalos cada vez menores (10 em 10 minutos e 5 em 5 minutos), ótimo, pode ter começado a aventura. Fale com seu médico e pode seguir para a maternidade.

Confirmado o trabalho de parto, começa a primeira fase e, dentro dela são três fases diferentes.

1ª Fase do trabalho de parto - Dilatação

O colo do útero e o canal de parto, o portão e o caminho que o neném vai usar para sair, dilatam num diâmetro de até 10 centímetros.

Fase latente - de 2 a 4 cm de dilatação

Aqui, a mulher começa a sentir contrações curtas (entre 40 e 50 segundos) e espaçadas (a cada 10 minutos, mais ou menos). Essas contrações começam a sinalizar para o bebê por onde ele deve ir e o corpo da mãe inicia a preparação para o nascimento.

Como a dor é bastante suportável, dá para esperar em casa. Não tem tempo certo de duração. Pode ser de 3 a 8h nessa fase. Não precisa correria para ir ao hospital se estiver se sentindo bem e aguentando as dores.

As contrações podem espaçar e até sumir. É normal. Atente quando elas estiverem fortes e regulares. Nessa fase a bolsa de líquido amniótico pode estourar. Aí vale a pena ir para a maternidade.

Em geral, a mãe perde o apetite e pode ter enjoo. É legal se hidratar e comer algo leve para aguentar melhor as próximas horas. Nessa fase, pode andar, tomar banho, deitar. Vida normal. Pode ver filme, comer pipoca, se alongar. Tudo que relaxa e distrai é bom.

Confira se os documentos, a máquina fotográfica e o carregador de celular estão na malinha da maternidade e se prepare para sair. Só não vale ir dirigindo, ok?

Fase ativa - de 4 a 8 cm de dilatação

Agora o bicho começa a pegar. As contrações estão regulares, fortes e doloridas. O colo do útero está fino e baixo. A grávida é levada para a sala de trabalho de parto, onde a temperatura e os sinais vitais são monitorados.

As contrações acontecem a cada 3 minutos, em média. A partir daí, a dilatação esperada é de 1 cm por hora. O bebê também é monitorado pelos batimentos cardíacos. Ele precisa estar regular e num ritmo determinado. Os médicos medem qualquer anormalidade por aí.

Depois dos 5cm de dilatação a mãe pode receber analgesia, que alivia a dor e ajuda a ter forças para continuar. A gestante é quem deve decidir, com apoio do obstetra, e sua escolha deve ser respeitada.

É normal não ter posição para ficar e sentir dor e desconforto. É direito da mãe procurar a melhor posição, caminhar, tomar banho, fazer alongamento, enfim, tudo que a faça se sentir melhor e mais forte. Também é normal a mulher ter ansiedade e medo.

O papel do pai dando apoio e a confiança na equipe médica fazem a diferença para aliviar esses sentimentos. Está tudo indo bem, vamos em frente! Se a bolsa não tinha rompido, é bem provável que rompa nessa fase e isso acelera a dilatação.

Talvez a mulher tenha vontade de fazer força e empurrar. Mas ainda não é hora. O médico e a equipe vão orientar sobre a hora certa de fazer força. Empurrar na hora errada pode inchar o colo do útero ou dar hemorragia, o que dificulta o processo todo.

Foco, concentração e exercícios para relaxar e se tranquilizar são a melhor pedida para essa que é a fase mais longa do trabalho de parto.

Fase de transição - de 8 a 10 cm de dilatação

O colo do útero está quase totalmente aberto e as contrações duram de 1 minuto a 1 minuto e meio. Uma eternidade. Mas passam. E são muito bem vindas.

A respiração sugerida pela equipe do hospital é uma boa aliada, porque alivia as dores e relaxa. A dor é intensa e caminhar e se movimentar também pode ajudar. Essa fase é mais curta e muito intensa. A gestante está absolutamente concentrada.

2ª Fase do trabalho de parto - Expulsão

O colo se dilatou ao máximo e agora é a hora de fazer força e ajudar o bebê a passar pelo canal de parto. Seguir as instruções da equipe é importante e facilita o caminho para o neném.

No entanto, é fundamental que a mulher faça as escolhas e vá decidindo junto com o obstetra se quer, por exemplo, analgesia ou episiotomia (aquele corte no períneo que facilita a passagem da criança).

Nos intervalos das contrações, a grávida deve tentar descansar para ganhar forças para a próxima contração. Nessa toada, dois passos para frente e um para trás, o bebêzinho vem descendo.

O expulsivo costuma durar 2 horas. Ao final dele, o grande momento: nasce o seu filho. Todas as dores e desconfortos desaparecem como por mágica e a mulher é tomada por sentimentos difíceis de traduzir de tão fortes. É hora de curtir a cria, abraçar e amamentar, enquanto a equipe limpa o bebê e cuida dos detalhes.

3ª Fase do trabalho de parto - Dequitação

Seu bebêzinho já nasceu, você deve estar com ele no colo, mas a máquina que é seu corpo ainda não concluiu o serviço. Falta expulsar a placenta. Em geral, ela sai naturalmente e não é um processo incômodo nem doloroso. Há casos em que o médico pode ajudar na retirada do órgão. Se foi feita episiotomia, ou houve alguma ruptura no canal vaginal, talvez precise suturar um ponto ou dois.

Se você está grávida, ou conhece alguém que esteja, talvez termine a leitura desse post sob forte emoção. Faz sentido. Saber como é um nascimento é mesmo uma das coisas mais bonitas de viver.

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Redação - Alô Bebê

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