Sarampo: entenda tudo sobre a doença e invista na prevenção
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Sarampo: entenda tudo sobre a doença e invista na prevenção

Sarampo. Você com certeza já ouviu falar, conhece alguém que pegou, mas agora que tem filhos começou a se preocupar mais com a doença, certo? Certo! É uma boa medida e nada exagerada. Afinal, sarampo é uma infecção pelo vírus "Morbili virus" e é super contagiosa.

Ou seja, difícil de afastar e fácil de derrubar o doente. A principal característica é o aparecimento de bolinhas e placas vermelhas pela pele que podem ou não se unir. O nome científico dessa formação é "exantema eritematoso".

O sarampo foi descrito ainda no ano 1900 por um médico árabe chamado Ibn Razi, mas a ciência só conseguiu agarrar e isolar o vírus nos anos 1950 e 1960. Porém, a sua vacina só foi desenvolvida em 1963. É, portanto, recente a vacina e o tratamento para a doença.

Não é coisa boba não. Sarampo é doença séria. Bebês e crianças correm mais riscos quando contraem o vírus, pessoas com alguma deficiência imunológica e gestantes também sofrem.

As três boas notícias sobre sarampo são: tem vacina, é gratuita e é ministrada na rede pública; se pegar é uma única vez pois ninguém tem sarampo duas vezes na vida; e, devido às campanhas de vacinação, a mortalidade por causa dessa doença é mínima.

Causas

Como já foi dito lá em cima, o vilão dessa história se chama Morbili vírus e é o mesmo que provoca a rubéola.

Fases

Como quase todas as doenças infantis, o sarampo tem fases e é importante reconhecê-las para acompanhar o andamento da doença e para intervir se for necessário.

Fase Prodrômica ou Pródromo

É o início da infecção, vai do primeiro sintoma, que pode ser muito difuso e difícil de identificar, até o diagnóstico. Em geral, dura dois ou três dias e os sintomas são bem iniciais.

Fase Exantemática

Aqui o bicho pega, os sintomas pioram e a criança fica bem caidinha. Você vai observar erupções cutâneas, primeiro na cabeça e depois no corpo todo, que desaparecem em 7 ou 10 dias; Secreção nas vias aéreas superiores (nariz entupido e tosse); secreção nos pulmões, voz rouca, dor de garganta e boca inflamada. É comum ter febre alta.

Fase Descamativa

Aqui já é a última etapa do sarampo. Ainda assim, os sintomas seguem fortes, mas mudam um pouco. Aqui, as manchas escurecem e descamam. Não pode coçar para não ficar marcado. A febre e a tosse diminuem bastante, mas pode aparecer conjuntivite, pneumonia, infecção no ouvido, diarreia e encefalite.

No total, o sarampo dura de 14 a 21 dias, entre a contaminação e os últimos sintomas. Só se transmite a enfermidade nos primeiros 10 dias.

Diagnóstico e tratamento

Se seu filhote tiver febre alta, tosse e olhos inflamados por mais de dois dias, procure o pediatra. Para descartar uma virose inofensiva, o médico provavelmente vai pedir um exame de sangue para medir os anticorpos. Também fará um exame na parte interna da bochecha para buscar pequenos pontos branco-amarelados, conhecidos como enantema de Koplick, que confirmam o diagnóstico.

É possível que ele peça também outros exames de sangue que ajudem a diferenciar o sarampo de outros males parecidos, como rubéola, exantema súbito, dengue, enterites virais, escabiose e sífilis secundária.

Tratamento

Se o diagnóstico se confirmar, como o sarampo é causado por vírus, o tratamento é feito para diminuir sintomas como a febre, a tosse e o mal estar. Caso infecções bacterianas apareçam, como otite ou pneumonia, aí serão receitados antibiótocos. Lembrando que só o médico é capaz de avaliar e decidir. Jamais um doente deve ser medicado por conta própria.

De resto, é recomendado o consumo de muita água para que a criança não desidrate por conta da febre e da diarreia. A alimentação deve ser leve e saudável, e alguns especialistas sugerem a ingestão de vitamina A. Novamente, só o pediatra do seu filho é quem deve decidir e indicar.

Grupos de risco

Apesar de ser uma enfermidade séria, sarampo é bem conhecido e controlável. Um pouco de paciência ajuda bastante. Alguns grupo, no entanto, são mais frágeis e podem sofrer um pouco mais: desnutridos; recém-nascidos; gestantes; e pessoas com imunodeficiência.

Prevenção

Vacina é o nome dela. Ela tem eficácia em 97% dos casos. Segundo orientações da Fundação Oswaldo Cruz, crianças devem tomar duas doses da vacina conhecida também por “tríplice viral”, que também combate a rubéola e a caxumba. A primeira dose deve ser dada com 1 ano de idade e a segunda dose, entre 4 e 6 anos. Pode ser ministrada em posto de saúde ou clínica particular. A eficácia é a mesma.

Gestantes e mulheres que estejam tentando engravidar não devem ser vacinadas. Se você não tomou a dose quando era criança, pode tomar depois de adulto. Se por acaso tiver contato com alguém que está com sarampo, vale a pena tomar a vacina até 72 horas depois do encontro.

É legal pensar que cada pessoa é um potencial transmissor, mas um potencial exterminador do vírus do sarampo também. Quem toma a vacina, impede o vírus de seguir adiante (ele só infecta quem não é vacinado) e, portanto, ajuda a prevenir epidemias.

Transmissão

A doença é transmissível e ocorre de pessoa a pessoa, através de contato com tosse; espirros; fala ou respiração; secreções respiratórias ou da boca; e pelo ar. O vírus morre rapidinho, quando é exposto à luz, ao calor e à água com sabão. Por isso, se teve contato com um doente com sarampo, lave as mãos e higienize o rosto. Se tem um doente em casa, mantenha o ambiente arejado e fresco.

Agora que você já sabe tudo sobre sarampo, é sua vez de ajudar e atuar como um caça-vírus. Sua arma é a informação e a difusão dessas dicas acima. Use suas redes sociais e compartilhe com o máximo de pessoas. As instituições que cuidam da saúde recomendam fortemente essa técnica e reduzir as chances de ver o filho adoentado sempre é uma boa causa.

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Redação - Alô Bebê

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