Tudo o que você precisa saber sobre bebês prematuros
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Tudo o que você precisa saber sobre bebês prematuros

Eles são pequeninos, magrinhos e podem parecer bichinhos desprotegidos. Mas, o que os pais de um bebê que nasce antes da hora nem imaginam é que eles têm uma sede de viver, uma vontade incontrolável de ganhar o mundo e uma força sobre-humana para se superar, se desenvolver e virarem crianças cheias de energia e alegria.

Se seu filho tem alguma chance de nascer antes das 37 semanas, limite para ser considerada uma criança a termo, nós preparamos um guia bem rico e completo com tudo que você precisa saber sobre bebês prematuros.

Saber é a arma mais poderosa que a natureza deu aos pais e às mães para prepará-los para cuidar de tudo quando as coisas saem do script mais comum. Quando um casal descobre que vai ter um filho prematuro — no susto, quando a bolsa estoura antes da hora; ou vai sendo preparado pelo obstetra por conta de situações delicadas, como a pré-eclâmpsia, gravidez de gêmeos, ou outras raridades — é necessário aprender rapidamente as diferenças entre bebês de termo e bebês prematuros.

O primeiro aprendizado é o que são bebês prematuros

A medicina classifica que crianças que nascem antes de 37 semanas são pré-termo, ou prematuras. No entanto, essa classificação não indica nada sobre a condição da criança ou sobre as capacidades que tem. Muitas vezes, bebês prematuros nascidos com 35 ou 36 semanas vêm com mais de 2,5kg, mais de 48cm, fortes, chorando e mamando. Então, o que indica a delicadeza de cada criança não é apenas ser pré ou a termo, mas sim o grau de maturidade do organismo.

Por isso conhecer o próprio corpo, estar atento aos sinais e avisar as percepções ao obstetra é tão importante. Se a grávida tiver dor, apresentar contrações, tiver sangramentos fora de hora, é caso de ligar sim para o médico e pedir ajuda no hospital. Cada dia a mais que o bebê passa na barriga aumenta a chance de estar melhor formado e mais apto para viver fora da barriga.

Extremamente prematuros

A classificação da medicina é ainda mais detalhista. Os bebês prematuros que nascem com menos de 32 semanas são chamados de "extremamente prematuros". As maternidades conseguem hoje cuidar de bebêzinhos que nascem com 25 semanas (uma coisinha com cerca de 500g, imagine!) para frente. Claro que cada semana a mais garante mais força e mais aptidão, mas a ciência avançou tanto que os casos de sucesso com os extremamente prematuros são crescentes.

A partir das 28 semanas de gestação, caso haja pistas de prematuridade, a mãe pode tomar injeções para acelerar o desenvolvimento pulmonar do bebê. Isso assegura uma respiração eficiente quando ele passar para o lado de cá e precisar de seus próprios pulmões para trocar oxigênio e gás carbônico com o mundo. É uma questão delicada e importante e só o pediatra pode avaliar e receitar as injeções.

Até 34 semanas, sem sucção

Até 34 semanas, a criança não tem o reflexo de sucção, por isso os bebês prematuros que nascem nessa faixa não sabem mamar. Tomam leite num copinho, por sonda ou seringa e, aos poucos são estimulados a sugar e mamar corretamente. Depois dessa fase, os médicos se atém a dois critérios: temperatura e respiração.

E aqui entra um avanço nos cuidados com os bebês prematuros que chega a emocionar de tão bonito. Como se ensina um bebê que nasceu antes da hora a respirar e a se manter quentinho? (Repare na delicadeza da sabedoria da natureza) Deixando ele grudadinho na mãe ou no pai. Pele com pele. Bem quietinho e acolhido.

Método canguru

Esse método é conhecido como canguru porque remete à bolsa que as mães dessa espécie têm. Os filhotes ficam ali, mamando, dormindo, aquecidos e respirando ritmadamente. O bebê fica no colo do pai ou da mãe, contato pele com pele, sem intermediário de roupa, e coberto por uma manta. Ali os bebê prematuros podem se alimentar (por copo, sonda ou mamando mesmo), dormir, ser acariciado, ouvir o pai ou a mãe conversando ou cantando para eles.

Essa etapa não é apenas muito gostosa, é fundamental para o desenvolvimento físico e emocional daquela criança. Na hora de dormir, o pequenino volta para a incubadora, onde a temperatura é quente e constante. Mas, de manhã, já pode voltar para o colinho.

Não há tempo fixo de internação

O tempo de internação na maternidade para os bebês prematuros varia bastante. Não há mínimo nem máximo. O que os médicos observam é a condição da criança: como respira, como cresce, como se desenvolve, os batimentos cardíacos, etc. Quanto maior a idade gestacional, menores são os riscos de doenças ou outras fatalidades. Normalmente, o mesmo vale para o tempo de internação. Quanto mais velho é o bebê, menos tempo de UTI e hospital.

No entanto, isso não é regra. Tudo depende dos cuidados que cada criança precisa e do ritmo de evolução de cada caso. O segredo é paciência e perseverança. Cada dia é, decididamente, uma vitória e deve ser vivido assim. Um dia a mais de hospital é um dia a menos de internação e um dia mais perto da alta.

Outra coisa bonita é ver justamente essa evolução. Quanto menos aparelhos ligados à criança, melhor ela está. Dependendo da idade que nascem, os bebês prematuros precisam de ajuda e de monitoração para tudo: se alimentar, repirar, receber medicamentos, batimentos cardíacos, temperatura e tudo mais.

À medida que vai conseguindo se manter sozinho, fazer as menores coisas sem ajuda, ele vai sendo desconectado dos aparelhos e vai provando aos médicos que está avançando. É nisso que os pais dos bebês prematuros devem focar.

Para concluir, a mensagem mais importante: nascer antes da hora não significa ter problemas para a vida toda. Às vezes ficam algumas sequelas sim. Mas é raro. Normalmente, os bebês prematuros são guerreiros, têm vontade de viver e superam todas as dificuldades. Crescem e se desenvolvem dentro dos padrões normais.

Há cuidados que precisam ser observados, como o calendário de vacinação — que não deve obedecer a idade cronológica, mas sim a etapa de desenvolvimento do bebê —, a fragilidade para doenças respiratórias que às vezes se manifesta e um acompanhamento mais de perto da parte motora e cognitiva.

Mais por desencargo de consciência do que por riscos reais. Se a família não se apegar demais à prematuridade e levar com leveza, a criança não vai nem lembrar disso e não vai carregar um caminhão de questões. Segue o barco, segue a vida, segue o baile.

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Redação - Alô Bebê

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