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Tudo o que você sempre quis saber sobre azia na gravidez

Tudo o que você sempre quis saber sobre azia na gravidez

Algumas mães contam que entenderam que estavam realmente grávidas por volta dos quatro meses de gestação, quando a barriga já está um pouco saliente e o bebê começa a se mexer. Ou melhor, quando a mãe começa a sentir o bebê dando umas cambalhotas.

Já outras mães percebem na mesma fase, entre a semana 16 e a semana 20, mas por outra razão, bem mais quente e incômoda: a azia na gravidez.

Conhecida como pirose, a azia na gravidez não é um problema de saúde. É uma condição temporária, que passa sozinha assim que a gestação termina. Não precisaria, portanto, de um tratamento mais profundo.

No entanto, como a queimação pode acompanhar a mãe por um bom tempo, os obstetras sugerem tratar para reduzir o mal estar. A sensação de ardência se localiza atrás do osso esterno, aquele que protege o coração e os pulmões. O ponto é dois dedos acima do estômago.

A queimação começa exatamente aí e pode subir até a garganta e levar um gosto ruim até a boca. Isso tudo acontece porque o estômago se prepara para digerir os alimentos se enchendo de um ácido que ajuda a dividir a comida em pedacinhos para serem melhor absorvidos.

Se o estômago produz suco gátrico demais, ou está muito cheio, esse ácido pode subir do estômago em direção à boca. Como é um ácido, provoca a sensação de ardência e queimação.

Esse defeito acontece porque a boca do estômago não se fecha corretamente durante a digestão e o líquido vaza. Nas fases normais da vida, é preciso investigar a causa da pirose. Pode ser excesso de alimento, alimentação desequilibrada, um defeito congênito ou estresse.

A azia na gravidez

Durante a gravidez, o corpo da mulher produz grande quantidade de progesterona, um hormônio fundamental para a manutenção da gravidez. Sem ele, o bebê não se acomoda corretamente e o corpo entende que o feto é algo a ser eliminado. Então, a progesterona é a parceira número um da gestação.

Um dos efeitos da progesterona é relaxar os músculos externos e internos. Isso serve para garantir o crescimento do útero, a acomodação dos outros órgãos no abdômen e, lá na frente, facilitar o parto.

Enquanto esse grande momento não chega, um dos músculos relaxados pela progesterona é justamente a válvula que separa o esôfago do estômago, que tem como função impedir que o conteúdo do estômago suba para o esôfago.

Com essa passagem relaxada pela progesterona, os alimentos e o suco gástrico que deviam ficar quietinhos no estômago e descer em direção ao intestino, acabam vazando para cima e fazendo arder o esôfago e a garganta.

Tem mais um detalhe que ajuda muito no aparecimento da azia na gravidez. À medida que o útero cresce para ir dando lugar ao bebê que está em pleno desenvolvimento, os órgãos internos do abdômen vão sendo reorganizados e reposicionados.

O estômago, coitado, vai sendo empurrado para cima e sua capacidade de armazenar e processar alimentos diminui bastante. Por isso, mesmo que a grávida coma pouco e em várias porções ao longo do dia, ela pode sentir queimação.

Dá para tratar a azia na gravidez?

Já que não é possível atacar as causas (ação da progesterona e reposicionamento dos órgãos), porque são condições fundamentais para a gestação correr bem, a recomendação dos especialistas é minimizar e evitar os sintomas.

Para evitar a azia na gravidez, é preciso entender como a digestão da gestante funciona. A fome aumenta muito, mas não é necessário comer por dois. A quantidade de alimentos pode subir um pouquinho.

É aí que começa a morar o perigo. Como a fome aumenta, a mãe come mais. Como a digestão está mais lenta, o estômago apertado e a válvula que separa estômago e esôfago, preguiçosa, a receita para a azia está formada.

Em termos práticos, a gestante deve reduzir as porções, comer várias vezes ao longo do dia e escolher os alimentos que trazem saciedade e os nutrientes mais indicados.

Nada de alimentos gordurosos, frituras, chocolate, frutas cítricas, sucos, bebidas alcoólicas e café. Invista em folhas e vegetais crus (muito bem higienizados), legumes e verduras cozidos no vapor, carnes magras e grãos integrais.

Coma tudo isso em pequenas porções, várias vezes ao dia. Evitar líquidos durante a refeição é interessante. Eles dilatam e enchem o estômago, favorecendo a azia na gravidez. Alterne alimentos sólidos e líquidos ao longo do dia.

Comer e deitar em seguida é um convite para a azia na gravidez se manifestar. A posição horizontal favorece o escoamento do suco gástrico. Por isso, a gestante deve evitar comer perto da hora de dormir.

Se for impossível ficar meia hora sentada ou de pé depois de se alimentar, recoste em dois travesseiros, de forma que a cabeça fique mais alta que os pés.

Tem remédio para azia na gravidez?

Como já foi apontado lá em cima, durante a gestação, os médicos tratam os sintomas e não as causas da pirose. Se a condição estiver incomodando muito, existem saídas mais naturais e outras medicamentosas.

As naturais são chupar gelo ou comer um picolé de sabor cítrico. O gelado dá uma anestesiada e uma contraída de leve no estômago e no esôfago, fazendo sumir ou diminuir bastante a sensação de queimação.

Alguns alimentos também têm a capacidade de minimizar os sintomas da azia na gravidez. No entanto, como é gravidez, convém perguntar ao obstetra se tudo bem comer. Alguns chás e temperos que combatem a queimação não são indicados na gestação por serem irritantes das mucosas — é o caso do gengibre e do quinino.

Converse com seu médico e, se ele liberar, experimente comer, durante a crise da queimação, cenoura e batata cozidas só com sal, ou tomar um chá de hortelã, ou camomila.

Espremer um dedinho de limão em meio copo de água gelada também costuma funcionar, assim como um pouco de arroz integral, ou maçã sem casca. Manjericão e alecrim frescos são calmantes naturais do estômago, podem aliviar a queimação.

A saída medicamentosa depende do obstetra. Nem pense em se automedicar, ou mudar de remédio durante o tratamento. Se a azia na gravidez estiver incomodando demais, o médico pode receitar antiácidos próprios para gestantes.

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Redação - Alô Bebê

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