7 mitos da maternidade que você precisa esquecer agora
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7 mitos da maternidade que você precisa esquecer agora

Quando a mulher engravida, ou começa a tentar, acontece um fenômeno curioso: um festival de mitos e verdades absolutas começam a ser contados para ela, criando expectativa e ansiedade.

Acontece que a maior parte dessas máximas não passa de mito. Por isso, nós recolhemos aqui na comunidade alguns desses mitos que você pode começar a descartar a partir de agora.

Não precisa mais se estressar com quem sacar uma dessas pérolas sobre a maternidade, basta relevar e seguir em frente. O pai e a mãe sempre saberão construir a história de amor com seu bebê. Do jeito deles, de forma única.

1. Instinto materno

Esse é o mito zero a ser esquecido. Nenhuma mulher nasce sabendo cuidar de um bebê. A puericultura não é nem óbvia, nem natural. É um aprendizado. Não se culpe se não souber o que fazer sempre. Você nunca foi mãe ou pai desse bebê.

Pergunte, peça ajuda e tenha boa vontade para aprender. Mais do que isso, tenha interesse para conhecer seu filho e descobrir o que é melhor para ele. Confie na sua percepção. Cada criança é única e vem com necessidades próprias.

2. Explosão de amor e ternura

Outro mito que pode ser esquecido e jogado fora. O amor entre mãe e filho, ou entre pai e filho é, como todas as outras relações importantes, uma construção. Se faz a cada dia. É mito dizer que toda mulher se apaixona pelo bebê assim que vê a carinha dele, ou que vive em estado de graça, apaixonada pelos filhos eternamente.

É normal ter altos e baixos, se irritar, se desesperar. Cuidar de bebê dá trabalho, cansa, é difícil. Por outro lado, é verdade que cresce dentro de si uma vontade enorme de que nada de ruim aconteça àquele pequenininho, que ele encontre muito amor e que nunca lhe falte nada.

3. Mãe melhor x mãe pior

Digamos que por uma razão qualquer, seu parto foi uma cesariana e não um parto normal, como você gostaria. Ou que, por contingência, você não conseguiu amamentar seu filho exclusivamente por seis meses, como é o recomendado. Isso faz de você uma mãe pior? Mito!

Ser uma boa mãe significa: cuidar e educar seu filho. Satisfazer as necessidades básicas e encher ele de amor e carinho para que cresça saudável, confiante, solidário e feliz.

Os caminhos para conseguir isso, que não é pouca coisa, a vida vai mostrando, a família vai escolhendo. Não se sinta menosprezada por não fazer parte do grupo das super-mulheres (elas, em geral, não contam toda a verdade). Esqueça esse mito do caminho único e aproveite sua maternidade e sua história com o bebê.

4. O sonho de ser mãe

Nem todas as mulheres que engravidam e têm filhos sonhavam com isso desde menininhas. É mito também. Às vezes, a vontade de ser mãe vem de repente. Às vezes, a gravidez vem num susto. E daí? Não sonhar com isso não faz de você menos mãe ou uma mãe pior.

Não seguir a cartilha, e estar atenta à própria percepção pode ser um estilo muito feliz de criação e educação dos filhos.

5. Depressão pós parto

Não é nem lei, nem mito. Pode acontecer com qualquer mulher e não é culpa de ninguém. Assim que o bebê nasce, os hormônios dão uma pirada. Somando isso à nova vida e à quantidade de tarefas que vêm junto com o filho, a mãe pode sim ter tristeza, apatia, vontade de chorar.

É mito dizer que a depressão pós-parto é falta de amor pelo bebê. Não é. O amor se constrói aos poucos. Não se cobre se apaixonar perdidamente por quem você acabou de conhecer. É mito dizer que uma mãe com depressão pós-parto está fazendo teatro. Respeito e cuidado são as melhores posturas para quem está por perto.

Se você achar que está mais triste do que o habitual, fale com seu obstetra, ele vai saber ajudar com certeza. O pai e os outros adultos da família devem apoiar a mulher e ajudá-la nas tarefas. A depressão passa e o amor fica.

6. Quero minha vida de volta

Outro mito cruel que pode ser descartado é que a mulher fica feliz por passar 100% do dia com o bebê, tomando conta e cuidando. Algumas mães e pais podem, de fato, se sentir assim. Outros, a maioria, talvez tenha vontade de passear um pouco sozinho, de ficar um tempo com o filho mais velho e sem o bebê, de sair para namorar sem o neném por perto.

É mito dizer que isso é abandono, desamor, falta de cuidado. Não deixamos de ser quem somos porque tivemos um filho. Continuamos gostando de algumas atividades, de alguns hábitos, de ver os amigos, de fazer esportes.

Nada disso é incompatível com a maternidade ou a paternidade. É prova de que se é um adulto maduro, resolvido. Cuidar do bebê é uma delícia, uma das melhores coisas da vida. Mas há outras e não há mal nenhum em praticá-las.

Se é importante para você, se organize, peça ajuda nos cuidados com o pequeno e vá a luta. Uma mãe feliz e um pai feliz são os melhores exemplos que um filho pode ter.

7. Perfeição

Esse é o mito final a ser esquecido. Não existe mãe perfeita, nem pai perfeito. Exatamente como não existe filho perfeito. O que existe é a melhor mãe e o melhor pai que vocês podem ser para aquela criança, que é diferente de todas as outras.

Siga as recomendações do pediatra e dos profissionais de saúde que acompanham sua família. Mas não exagere, não se obrigue a nada que for contra seus valores e princípios.

O que não é mito? Para fugir da tentação da perfeição, se apoie em seu companheiro (a). Conversem e estabeleçam o que é importante. Relaxem, vocês são capazes de fazer um grande trabalho. Entre ter a resposta certa ou construir uma família feliz (mas imperfeitinha), opte pela segunda opção.

A quantidade de fantasias e certezas que botam na cabeça das mães e dos pais, principalmente dos tentantes ou daqueles de primeira viagem, é desumana. Quem já passou pela experiência de criar um filho, certamente tem algum caso para contar sobre um mito que tinha na cabeça e que jogou fora depois do nascimento do bebê.

Se aconteceu com você, chutou longe um mito sobre maternidade depois que seu filho nasceu, conte aqui para a gente. Os leitores e leitoras vão adorar saber. Os exemplos fortalecem a confiança dos outros pais e ajudam a relaxar nos momentos de escolha. Se você tiver um caso, poste aqui nos comentários e ajude outras famílias e serem mais felizes.

Comunidade Alô Bebê
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Redação - Alô Bebê

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