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Má alimentação na infância: quais os perigos e consequências?

Má alimentação na infância: quais os perigos e consequências?

Homens e mulheres, quando viram pais e mães — mesmo antes da criança nascer — ganham um dom poderoso: o de prever e mudar o futuro. Não se trata de mágica, é atitude mesmo.

Coisas simples que garantem um futuro mais tranquilo. Abrir uma poupança em nome da criança, fazer um plano de previdência privada, morar perto dos avós, deixar a criança brincar muito, garantir atividades ao ar livre, são algumas dessas medidas.

Ter uma alimentação saudável e variada também está nessa lista. Porque comer errado na infância pode trazer mil problemas já durante essa primeira fase e, pior, acarretar consequências na adolescência e na maturidade.

A criança deve sempre comer comida de verdade. Alimentos frescos e com boa procedência são os melhores parceiros. A dieta típica do brasileiro, com mandioca, milho, leite e derivados, arroz e feijão, carne, peixe, frango e muitas frutas, verduras e legumes, deve ser a base do cardápio da família.

Aquilo que as avós e os avôs comiam sempre são as melhores opções. Isso significa que comida semi-pronta, que vem na embalagem e só precisa esquentar, cheia de produtos químicos deve ficar bem longe do dia a dia dos filhos.

Claro que na vida corrida, de vez em quando dá para encarar um suco de caixinha ou um iogurte de frutas. Mas deve ser a exceção e não a regra. Comida industrializada e super-processada não alimenta, só enche a barriga, mas não tem os nutrientes que os pequenos precisam para crescer e se desenvolver.

Ser educado para uma alimentação saudável desde os primeiros meses da infância garante que a criança vai saber fazer as escolhas mais apropriadas quando crescer e vai evitar que ela desenvolva problemas no futuro.

Talvez, você esteja imaginando que a ideia desse post é evitar que a criança fique obesa. Isso também, mas a obesidade não é o único problema associado à má alimentação na infância.

Só para constar, a obesidade — em qualquer fase da vida — está associada a problemas de coração, pressão alta, diabetes e acidente vascular cerebral. Essa é uma das razões para combater a má alimentação e reforçar as atividades físicas. Mas tem mais.

Paladar viciado

A má alimentação na infância — com excesso de doces, refrigerantes, temperos artificiais e excesso de sal e sódio — favorecem a formação de um paladar viciado.

A criança só gosta do que é excessivamente doce ou salgado, com gosto de tutti-frutti, chiclete, guaraná e salgadinhos de pacote. Sabores mais naturais, como cenoura, batata, maçã, banana, feijão e etc, não atraem e causam até repulsa.

O problema é que as comidas que alimentam de verdade fazem parte do segundo grupo. As do primeiro grupo são as industrializadas, cheias de químicos, que não nutrem, só enganam o cérebro e o estômago.

Além disso, os alimentos super-processados têm muito sódio, que consumido em excesso pode causar mil doenças e favorecer desequilíbrios em nosso corpo.

Como escapar disso?

Não ofereça. Quanto mais tarde a criança provar alimentos industrializados, melhor. Seja chato. É um direito e um dever cuidar da saúde do seu filho. Ninguém deve ter pena de uma criança que não toma refrigerante.

Evite trazer esses alimentos para o cardápio da família. Criança aprende pelo exemplo. Se os pais comem, ela também vai querer comer.

Exames alterados

É cada vez mais comum encontrar crianças pequenas com exames similares aos de adultos, com taxas alteradas para colesterol, triglicérides, pressão arterial e glicose.

Tudo isso é consequência direta da má alimentação na infância e é fator de risco para aquelas doenças que apavoram os mais velhos: infarto, AVC, diabetes e pressão alta. Os pediatras têm pedidos esses exames de adulto cada vez mais cedo para tentar brecar e reduzir as chances de consequências no futuro.

Escolhas equivocadas

Criança que não é ensinada a comer bem logo cedo — ou seja, fazer boas escolhas — não consegue fazer isso quando cresce. É importante a educação alimentar — no papo, no prato dela e no prato dos pais e irmãos também — para seu filho pegar salada, vegetais cozidos, cereais do bem e proteínas poderosas quando for ao restaurante por quilo no intervalo do trabalho.

A má alimentação na infância impede essa competência e promove adultos que não sabem o que comer. Mas dá para escapar. Ouça a orientação do pediatra e siga à risca. Se sentir necessidade, faça uma consulta com um nutricionista para melhorar os hábitos alimentares da família toda. Equilíbrio no prato não é castigo, é um investimento cheio de lucros e ganhos para todos.

Isso é fome?

Criança que é educada para comer bem também aprende a identificar quando está com fome e quando está saciada. Nenhum bebê precisa comer um pratão por dia. Isso só é bom para a tranquilidade da mãe, mas dá quilos extras para a criança e uma tremenda dificuldade para saber quando já chega.

Saber quando parar é um aprendizado fundamental. Conhecer sua saciedade e ter ela respeitada é um direito da criança, não sobrecarrega o organismo e não acumula calorias desnecessárias.

Ou seja, não insista para a criança comer só mais um pouquinho. Mantenha uma rotina alimentar bacana para que a criança chegue à refeição com fome e saia satisfeita.

Comportamento alimentar

A má alimentação na infância gera ainda problemas comportamentais. A gente deve se alimentar para se nutrir, como um carro que precisa de combustível para rodar. Se colocar a mais, vaza. Se colocar a menos, ele não chega no destino.

Os pais não devem oferecer comida como prêmio ou recompensa. Também não deve entrar na lista dos castigos. Se a criança estiver triste, preocupada ou com medo, não é o bolo de chocolate quem vai ajudar.

A refeição deve sempre ser leve e valer por ela mesma. Tem coisa mais gostosa que uma comida bem feita, servida na mesa, com quem a gente ama em volta?

Neste momento, você deve estar repassando os hábitos alimentares da sua família e pensando se seu filho está sujeito às consequências da má alimentação infantil, não é?

Se o assunto toca você, temos uma boa notícia: famílias que se preocupam com a alimentação dos filhos conseguem organizar um cardápio saudável e contribuir com um futuro mais saudável para todos.

Se você acha importante, também vale a pena compartilhar esse conteúdo com outros pais e mães pelas redes sociais e, assim, tocá-los para adotarem uma nova rotina alimentar mais saudável para as crianças e para os adultos.

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Redação - Alô Bebê

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