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Descubra como criar uma relação entre as crianças e a natureza

Descubra como criar uma relação entre as crianças e a natureza

Você é daqueles que se lembra da sua infância com saudosismo – quando tomava banho de chuva ou de mangueira no quintal, chupava jabuticaba no pé, vivia altas aventuras com a molecada do bairro e volta e meia levava um puxão de orelha da mãe por retornar para casa com a roupa imunda e os joelhos ralados –, e sente uma pontinha de tristeza quando vê os próprios filhos trancafiados em casa e com os olhos grudados na TV ou na tela do tablet? Pois saiba que o contato das crianças com a natureza traz muitos benefícios e existem várias medidas que você pode tomar para estimular o seu filho a praticar mais atividades ao ar livre.

Colados nas telas

Segundo as estatísticas, hoje em dia, uma criança típica de 5 anos de idade passa cerca de 4,5 de seu dia assistindo à televisão – ou ligada a aparelhos eletrônicos em geral –, tempo que representa a 40% do período em que elas estão acordadas. Sim, é muito tempo “perdido” diante de um aparelho, e o uso da tecnologia aumenta exponencialmente conforme as crianças vão crescendo.

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Além disso, uma pesquisa realizada em 10 países – entre eles os Estados Unidos, China, Portugal, Índia, Reino Unido e África do Sul –, revelou que aqui no Brasil, especificamente, quase 90% dos pais admitiram que os seus filhos preferem praticar esportes por meio de jogos de videogame ou computador do que sair de casa para se exercitar com atividades reais. A média mundial é de pouco mais de 80%.

Evidentemente, existem vários fatores que acabam por contribuir para que as crianças passem boa parte de seu tempo enclausuradas. Afinal, a população urbana não para de crescer no mundo – aqui no Brasil, cerca de 80% da população vive em cidades –, e com os adultos trabalhando o dia todo fora de casa, sem falar no ambiente mais violento e perigoso que as regiões urbanas oferecem, é compreensível que os pais prefiram manter os filhos na segurança de seus lares ou optem por ocupar a rotina dos pequenos com aulas dos mais variados tipos e passeios ocasionais ao shopping.

O problema é que essa mudança de comportamento – quando comparado à realidade de algumas décadas atrás, quando as crianças tinham muito mais liberdade – tem diversos impactos negativos. Tanto que são vários os estudos que apontam que passar tempo demais inativo em casa e usar a tecnologia em excesso pode trazer vários prejuízos à saúde física e mental. Afinal, as estatísticas mostram que o número de crianças diagnosticadas com sobrepeso, problemas de hiperatividade, déficit de atenção, ansiedade, depressão e miopia (por conta do contato direto com as telas dos dispositivos eletrônicos) não para de aumentar.

Sair é preciso!

O mesmo levantamento que mencionamos antes – sobre as crianças preferirem atividades virtuais a exercícios reais –, conduzido pela Valor do Brincar Livre (organizada pela OMO), também apontou que 85% dos pais e mães dos 10 países participantes na pesquisa percebem que os filhos se comportam de forma mais criativa quando não estão brincando com eletrônicos.

Não é para menos: fora de casa, as crianças se lançam à aventura de explorar o mundo, exercitando, com isso, não só a imaginação, mas os sentidos ao trabalhar mais a visão, o paladar, a audição e as sensações táteis – que se tornam naturalmente mais aguçados. Além disso, brincar fora de casa permite que os pequenos desenvolvam suas habilidades motoras, que eles tenham mais conhecimento de seus limites físicos e emocionais, e descubram quais são as consequências de suas ações.

É vital que que as crianças tenham contato com a natureza desde cedo, já que essa prática, além de oferecer benefícios físicos – afinal, fora de casa, os pequenos estarão mexendo mais o corpo e realizando todo tipo de atividade –, passar mais tempo ao ar livre proporciona benefícios emocionais, mentais e ajuda em seu desenvolvimento intelectual.

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Além do mais, muitos estudos já revelaram as muitas vantagens que o contato com a natureza pode ter para as crianças, incluindo o alívio do estresse e a melhora na concentração e na memória de curto prazo – ou seja, na capacidade de reter ativamente pequenas quantidades de informação durante um curto período de tempo.

Brincar ao ar livre ainda estimula a atividade mental, fortalece o sistema imunológico, propicia a prática de atividades físicas e reduz o risco de desenvolvimento de inflamações, alergias e de que o pequeno sofra de obesidade. Na verdade, ao passo que incontáveis pesquisas e levantamentos encontraram inúmeros problemas associados com o sedentarismo e o contato em excesso com equipamentos eletrônicos em crianças, não existe um dado sequer sobre efeitos negativos relacionados com o contato com a natureza.

Pequenos pensadores

As crianças, como todos sabem, são superobservadoras e curiosas, e o contato com a natureza estimula nelas o desenvolvimento da capacidade de pensamento crítico. Isso porque, brincando ao ar livre, elas estarão de olho em todos os fenômenos acontecendo ao seu redor, o que, invariavelmente, vai gerar questionamentos sobre o “porquê”, o “quando” e o “como” das coisas – dando aos pais e responsáveis uma excelente oportunidade para estimular a imaginação, criatividade e raciocínio dos pequenos.

Essa é a hora de desenvolver atividades que motivem as crianças a fazer perguntas e a pensar em possíveis respostas, de explicar como as plantas se desenvolvem e os animais sobrevivem na natureza, como os diferentes ciclos e estações funcionam, e de despertar nelas o respeito pelo meio ambiente e o sentido de responsabilidade sobre seus atos e escolhas. Afinal, o amor que a criança desenvolve hoje pela natureza vai se refletir no futuro.

Algumas ideias para estimular as crianças a brincarem fora de casa é manter um bebedouro ou comedouro para passarinhos para atrair a sua atenção, encorajar os pequenos a acamparem no quintal, construir uma estação meteorológica no jardim, criar uma hortinha ou até cultivar um jardim de flores. Essas ações simples só ajudam em sua evolução como seres humanos!

Diversão para toda a família

Não são apenas os pequenos que se beneficiam ao passar mais tempo brincando ao ar livre. Toda a família também pode colher os frutos positivos que os momentos de diversão fora de casa com os filhos propiciam. O bacana é que não é necessário que as crianças tenham qualquer brinquedo com elas nesses momentos, já que a própria natureza serve de “playground”.

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E não é necessário que a criança seja levada a parques ou para explorar lugares distantes a todo momento. Basta que os pequenos tenham espaço seguro para brincar em liberdade, seja em jardins, no quintal de casa, na praça da vizinhança e até no parquinho do próprio prédio, desde que isso ocorra com regularidade.

E você, estimula o seu filho a brincar fora de casa? Conte para a gente nos comentários e não deixe de compartilhar suas experiências e este artigo com outras mães!

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Redação - Alô Bebê

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