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Segunda gravidez: tudo o que você precisa saber

Segunda gravidez: tudo o que você precisa saber

Passada a primeira experiência de maternidade, existem muitas dúvidas quanto ao que pode ou não ser diferente numa segunda gravidez que está por vir. Neste mega artigo vamos falar justamente das características da segunda gestação: Qual o tempo recomendado para aguardar entre uma gravidez e outra? Os sintomas mudam? O parto se torna mais fácil ou mais difícil? Como cuidar de dois filhos? Essas e outras perguntas e curiosidades serão respondidas para acalmar seu coração de mãe.

Quando sei que é a hora certa para adicionar um novo membro à família?

Antes de começar a pensar em uma nova adição à família, é importante e reconhecer se o seu próprio corpo está pronto para lidar com desenvolver um novo bebê. Dependendo do tipo de parto que você teve em sua primeira gestação, o seu corpo pode demorar mais ou menos para se recuperar completamente. Ainda, se você estiver amamentando ou até se o seu ciclo menstrual ainda não estiver voltado ao normal são indicativos claros de seu estado de saúde e se já é uma boa hora para tomar essa decisão.

Caso o primeiro parto tenha sido um parto normal, o canal vaginal leva cerca de 40 dias para voltar ao normal. No entanto, se foi feito uma cesárea, é importante entender que o processo será bem mais lento e que, se você não respeitar o limite de seu corpo, complicações como rompimento do útero em um segundo parto podem acontecer.

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Fisiologicamente, você tem possibilidade de engravidar novamente assim que a menstruação voltar, mas isso não significa que seu corpo está totalmente saudável para uma gestação tão consecutiva assim. É preciso lembrar que o retorno do ciclo menstrual pode variar de 2 a 6 meses (e as vezes até mais) e que durante a amamentação do primeiro filho, a segunda gestação pode interferir no sabor do leite materno devido aos hormônios e causar uma reação indesejada ao seu primeiro bebê.

No entanto, na situação de uma gravidez ser seguida da outra, uma dieta bem equilibrada é recomendada. Não que seja preciso se alimentar por três, mas proporcionar nutrientes tanto para o desenvolvimento do feto quanto na amamentação do irmão mais velho sem afetar a sua própria saúde pode se mostrar uma diferença bem clara entre o processo ser mais ou menos tranquilo tanto para a mãe quanto para o resto da família.

Vale lembrar que no caso de engravidar enquanto ainda está se amamentando o primeiro filho, não significa só que a diferença de idade entre os dois irmãos será bem pequena. É preciso dar a atenção necessária para ambos sem deixar com que um ou outro se sinta excluído de sua atenção. Além disso, devido os hormônios da gravidez, o gosto do leite materno pode ser alterado, gerando por vezes uma rejeição por parte do bebê mais velho e, posteriormente, a possibilidade de ciúmes visto que quando o novo irmão nascer, ele será amamentado.

É necessário especial atenção caso a mãe não esteja se dando muito bem com o processo de amamentação em sí. Por conta das dores, você pode querer evitar que seu bebê mame diretamente no peito. Porém, se na chegada do segundo filho você estiver mais apta, talvez o irmão mais velho pense que está sendo excluído da sua rotina por conta do novo membro da família.

Claro que tirando todas as questões emocionais, médicos e de convívio em família, é importante avaliar a sua situação financeira antes de decidir ter um novo bebê. Afinal de contas, é importante assegurar que os pequenos tenham o necessário para se desenvolver de maneira saudável e tranquila, sem que seus pais sejam obrigados a ficar muito ausentes devido a cargas mais exageradas de trabalho.

Diferenças de sintomas entre a primeira e segunda gestação

Além de todas as preocupações que envolvem a chegada de um novo bebê na família, as mães podem ter dúvida quanto se existe uma grande diferença entre a primeira e a segunda gravidez. Apesar dos casos variarem de mulher para mulher, as mudanças podem ser tanto fisiológicas quando psicológicas.

Para começar, é possível que você sinta que a sua barriga cresça de maneira diferente, ou que você apenas sinta que ela não é a mesma barriga que carregou na primeira gestação. De modo geral, o seu corpo vai tentar se adaptar àquele bebê de maneira diferente. Inclusive, é provável que devido a experiências passadas, até os seios podem não ficar tão sensíveis ou crescer tanto quanto a primeira vez.

A sensação – ou a sua percepção – dos movimentos do bebê na barriga também podem parecer diferentes. Até mesmo as contrações podem se mostrar levemente diferentes, ocorrendo com menos frequência, talvez até mesmo você não sinta tanta dor durante o parto e este, por sua vez, pode ser mais rápido que o anterior.

Alguns sintomas comuns a gravidez com certeza pode se repetir também, então você já vai ter alguma experiência em como lidar com enjoos matinais, constipações, alterações de humor ou desejos. Dessa forma, é mais fácil a mãe ter maior confiança durante a sua segunda gestação e lidar com ela com uma mente mais tranquila.

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No entanto, é importante informar que caso a mãe tenha tido alguma complicação no primeiro parto, existe sim a possibilidade que elas se repitam. Certas complicações como pré-eclâmpsia, depressão pós-parto ou pressão alta ocorridas na primeira vez a deixam sim mais suscetível a ter que lidar com esses problemas novamente.

Mesmo que não haja diferenças ou que o desconforto seja pouco, lembre-se de ter acompanhamento médico durante toda a gestação – seja ela a primeira ou a segunda – para que você possa evitar riscos desnecessários tanto para você quanto para seu bebê. Inclusive, mesmo que sinta que a segunda gestação seja mais tranquila ou fácil o acompanhamento de um médico especializado ajuda, por vezes, a resolver problemas que você não consegue identificar por si só.

As dúvidas mais comuns sobre a segunda gravidez

Antes de mais nada é ideal lembrar que assim como a primeira e a segunda gravidez podem ser diferentes, cada mulher tem uma experiência própria e nem sempre as suas sensações serão a mesma que a de outra mãe que também pode estar passando pela segunda gravidez assim como você.

Como foi mencionado anteriormente, até mesmo a sua segunda gravidez pode não ser exatamente igual a sua primeira e isso não necessariamente implica que há um problema. A questão importante é sempre ficar atenta aos sinais e sintomas e não se deixar levar por ouvir que uma conhecida ou outra teve um tipo de sintoma, problema ou facilidade em outras experiências.

Inclusive, vale levar em consideração os sentimentos de todos na família, principalmente se o irmão mais velho do seu bebê não tiver tanta diferença de idade. Não se pode dizer ao certo que seus filhos mais velhos vão reagir de uma maneira específica. Afinal, cada criança tem sua própria personalidade e, com a chegada de um novo membro da família, o irmão mais velho pode ou não sofrer com essa situação e, com certeza, ele precisará do apoio dos pais.

Outra questão que costuma trazer muitas dúvidas é sobre qual parto é o mais recomendado fazer em uma segunda gravidez. A verdade é que há muitos fatores que podem influenciar em uma questão como essa.  Existe sim risco de ruptura uterina caso o espaço de tempo entre uma gestação e outra seja muito curto. No entanto, de acordo com o professor de ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Dr. Paulo Gallo de Sá entre 4 e 6 meses após o primeiro parto, o útero já repuperou boa parte de suas forças e mesmo no caso de uma cesárea a cicatriz já está bem fechada.

Porém, o ginecologista também afirma que, enquanto não há restrições quanto a se fazer um parto normal após uma única cesárea, há contra indicações médicas caso a mãe tenha passado por duas ou mais cirurgias do gênero.

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Indo para um ponto de vista mais psicológico, as dúvidas que assolavam a primeira gestação também provavelmente não estarão presentes na segunda. O que fará com que seu estado emocional esteja melhor preparado nesta próxima vez, dando a impressão que essa experiência pareça - ou até mesmo seja – muito mais tranquila para a mãe e o resto da família.

Há quem diga também que além de você mesma se ver com mais confiança em relação a segunda gestação, as pessoas a sua volta também podem te tratar com maior tranquilidade. No entanto, mesmo tendo passado pela experiência uma vez, olhar para o seu bebê pela primeira vez será tão incrível e especial quanto foi com o seu primogênito.

Como lidar com a diferença de idade entre os irmãos?

Há quem diga que é melhor que os irmãos cresçam com pouca idade entre si, assim a maneira de lidar com os dois se transforma em algo conjunto. Porém, a decisão de ter filhos com idades tão próximos um do outro pode ser potencialmente trabalhoso. Não só porque você terá duas pessoas que dependem profundamente de você e precisam da sua atenção de maneira paralela, mas também por que a competitividade entre os dois por ser bem evidente logo o começo.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) procurou descobrir o intervalo ideal entre uma gravidez e outra. Além de constatar que mais de 80% das certidões de nascimento (americanas, no caso) entre as famílias possuem uma diferença de aproximadamente dois anos e meio entre os irmãos, enquanto 30% das mulheres optam por ter um filho em menos de 18 meses.

Enquanto o obstetra Luiz Fernando Leite, doutor atuante na área em São Paulo afirma que o baixo intervalo de tempo entre um parto e outro pode criar complicações como nascimento prematuro, baixo peso do bebê ou desenvolvimento mais lento que o normal. O motivo disso é o fato da gestação alterar o organismo da mãe para cuidar da nutrição do bebê que está em desenvolvimento então não é de se esperar que o corpo da mãe consome muitas de suas energias são apenas dedicadas a cuidar do feto, e que demore sim um tempo para voltar ao normal.

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A partir desse e outros estudos, chegou-se à conclusão que a diferença de idade ideal entre os irmãos seja de 2 a 5 anos. Dessa forma, ambos vão crescer juntos, porém estarão em estágios de desenvolvimento diferentes, o que não só vai permitir um “descanso” para os pais, como não demandarão as mesmas necessidades.

É importante lembrar também que não é um problema caso seus filhos tenham uma grande diferença de idade também. A competitividade entre ambos será menor – apesar de ser necessário estar atento ao estado psicológico de ambas as crianças. No entanto, o que importa nessa situação também pode ser a idade da própria mãe.

Conforme a mãe decide ter filhos em idades um pouco mais avançadas. Um parto ocorrido aos 25 anos da mãe tende a ter menos complicações do que um aos 35. Apenas por esse motivo não é interessante do ponto de vista médico demorar muito para decidir ter ou não um segundo filho.

O relacionamento e carreira

Uma das tristes realidades que temos é que principalmente as mães sofrem para conciliar família e carreira. Além da taxa de desligamento das empresas após a licença maternidade ser considerável no país - chegando a quase 50% - que pode ser um grande freio na vida profissional de uma mãe. É importante ter uma noção de que talvez um recomeço seja necessário.

Além disso, o relacionamento entre marido e mulher não pode ser sustentado pela existência de uma criança. Algumas pessoas pensam que um casamento pode ser salvo gerando umm filho com aquela pessoa e na maioria dos casos, isso não se torna uma verdade. Uma criança significa maiores instabilidades em um relacionamento já instável. Por isso, a decisão não pode ser leviana. Ambos devem estar de acordo conforme a sua situação atual e ambos também precisam entender que os desafios estarão lá e que será preciso os dois para tornar essa experiência menos penosa.

Conciliar os filhos e carreira pode ser um desafio, mas sempre tenha em mente que é possível sim se dedicar aos dois, e que cada caminho tem sacrifícios a serem feitos. Não vale culpar um pelo rumo que o outro toma e estar ciente do que você realmente quer. Essa circunstância pode variar de mulher para mulher e as vezes, se sentir perdida faz parte do processo. Não deixe de pensar em sí – ou no resto da sua família – e entenda que dificuldades podem ser trabalhadas desde que você – e a sua família, é claro - esteja disposta a lidar com elas.

Como tratar do assunto com o primeiro filho?

É bom não pegar o pequeno de surpresa na hora de contar sobre a chegada de um novo bebê. Cada criança tem uma personalidade e é fundamental para a saúde da família prepará-lo para a chegada de um irmão ou irmã. A questão é que o baque inicial sempre será um choque. O primeiro filho pode tanto odiar a notícia como amá-la mesmo sem entender muito bem o que está acontecendo. É preciso tratar do assunto com atenção, carinho e naturalidade.

Prepará-lo evita que tenha muitos medos e inseguranças surjam no pequeno. Por vezes, ele pode sentir que o novo bebê vai tomar o seu lugar, ou que ele não é mais tão amado por seus pais. Nessa hora, não se deve deixá-lo de lado para que esses pensamentos negativos se tornem tão fortes a ponto de a família sofrer muito com a adaptação de uma nova criança.

Mas é preciso lembrar que cada criança tem uma reação diferente e é preciso ter paciência com o irmão mais velho. Ciúmes são comuns, mas há a fase de adaptação em que sentimentos mais negativos desaparecem que surge quando estão mais velhos.

Também a presença de um irmão significa que as crianças podem ter um desenvolvimento paralelo e, mesmo que haja momentos de rivalidade e frustração, eles podem compartilhar experiências e não se sentirem tão sozinhos. Claro que é importante a mediação dos pais em casos em que a tensão entre os dois se torna muito notável, mas também ambos podem ser tornar grandes companheiros que dividem experiências semelhantes.

Quanto um é muito mais velho que o outro, a experiência tende a se tornar menos caótica e mais tranquila. A maturação da família já é outra e até é possível que o próprio irmão mais velho tenha pedido um irmãozinho para chamar de seu.


Cada experiência de maternidade é única. No entanto, é possível traçar paralelos e acalmar a mente de muitas mães com receios por aí, não é mesmo? O que achou, conseguiu sanar algumas dúvidas que você tinha? Você sente que a sua segunda gravidez tem um maior potencial de ser mais tranquila ou que talvez seja a mesma coisa?

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Redação - Alô Bebê

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