9 coisas que você precisa saber sobre o autismo
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9 coisas que você precisa saber sobre o autismo

O casal chega apreensivo para a consulta com o especialista. No colo, uma criança linda e bochechuda que tem alguns comportamentos diferentes, alguma desatenção, ou muita preocupação. Entram na sala e, quando saem, a ruga de preocupação que vincava a testa do pai e da mãe, sumiu.

O médico não descartou as suspeitas. Ao contrário, confirmou: autismo. Não se espante: chegar a um diagnóstico pode ser um grande alívio, porque — finalmente — os pais saberão o que sua criança tem e como cuidar dela da melhor forma possível.

Claro que nenhuma família espera ter um bebê dentro do espectro do autismo. No entanto, saber que seu filho se afina com essa condição — não dissemos doença! — ajuda a encaminhar o futuro da criança.

Os cientistas e educadores vêm se debruçando sobre o autismo. Querem entender o que determina o aparecimento e o desenvolvimento das características. Também tentam descobrir qual é a melhor maneira de lidar com as peculiaridades do autismo.

Há ainda muitas dúvidas. São mais perguntas que respostas. Mas, entre o que se sabe, é importante que cada um de nós espalhe por aí as verdades e os mitos sobre o autismo. Nós levantamos nove tópicos sobre o autismo e, se você gostar do que vai aprender, vamos precisar da sua ajuda lá no final do post.

1. O que é autismo?

Primeiro, o que não é: doença. E se não é doença, não precisa ter cura. Autismo é uma perturbação, algumas características que afetam o desenvolvimento da criança. Desde bebê até os três anos é possível notar que o desenvolvimento está seguindo um caminho próprio que toca algumas características.

Em geral, a linguagem de uma criança no espectro do autismo é limitada, ou brusca. Pode até não acontecer. As interações sociais também ficam prejudicadas. Autistas não curtem muito interagir e é melhor não forçar a barra. Eles podem ficar agitados e irritados.

Oscilação no comportamento é a terceira característica mais comprometida nessa condição. Repetição, obsessão e perseverança marcam as atitudes das crianças com autismo.

2. Graus

O autismo não é um, mas muitos. Por isso se fala em espectro do autismo, que pode afetar muito levemente as crianças até fechá-la totalmente no seu mundo. O que cada grau do espectro pode, só estimulando e insistindo é que dá para saber. A prori não é possível, porque a medida do grau não é matemática e sim humana.

3. Diagnóstico

Talvez você conheça algumas crianças com o comportamento parecido com o que estamos apresentando, mas nem todas são diagnosticadas no espectro do autismo. Por que isso acontece? Porque outras condições se expressam de maneira parecida com o autismo. Por isso, só o especialista pode chegar a uma conclusão e fechar um diagnóstico.

Para isso, o médico — psiquiatra ou neurologista — faz avaliações e exames clínicos, observa o comportamento do bebê ou da criança, ouve o relato dos pais e chega a uma resposta. Não tem exame de laboratório para detectar o autismo, mas os relatórios de anamnese são bem específicos e objetivos.

O que os médicos observam?

Bebês e crianças que não mantém contato visual com outras pessoas, ou que não se relacionam com crianças e adultos. A criança não se sente atraída por brinquedos, chamados ou alimentos. Tem alguma apatia ou irritação. Faz movimentos repetitivos e obsessivos.

Muita energia, pouco descanso e agressividade. Esses comportamentos isolados não indicam nada. Não se afobe. É a combinação deles e a experiência do especialistas que começam a apontar um diagnóstico.

4. A culpa é de quem?

Ninguém tem essa resposta cabal em relação ao autismo. O que se sabe é que há um componente genético. O transcorrer da gestação, a saúde da mãe ou do pai, ou passar nervoso na gravidez não desencadeiam o autismo. Tem um quê de acaso. Acontece.

5. Menino ou menina?

Meninos são mais afetados pelo autismo. Cerca de 25% das crianças no espectro do autismo são meninas. A causa dessa ocorrência os cientistas não conhecem e não sabem explicar bem.

6. Dá para tratar?

Como não é uma doença, dá para cuidar, mas o intuito não é curar ou livrar a criança daquela condição. O autismo é, como dissemos, uma alteração no desenvolvimento, de forma que a terapia serve para minimizar desconfortos e deixar a criança e a família mais à vontade na sociedade.

A criança com autismo pode e deve ser acompanhada por psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Tudo isso ajuda a contornar os comportamentos repetitivos, a obsessão e a falta de interação social. Em alguns casos, os médicos podem receitar remédios que auxiliam no sono, no excesso de energia e na agressividade.

7. Desenvolvimento

Este é o ponto que os pais mais temem. Meu filho poderá ser autônomo? Pode ir à escola? Vai poder casar e ter filhos? A resposta é: só seu filho poderá responder. Em princípio, nada é proibido.

Com os estímulos certos, a criança com autismo se desenvolve bem, aprende a lidar com a família e com os amigos e, dependendo do grau dela no espectro, pode sim ter uma vida independente e feliz.

8. Como é na escola?

Algumas famílias optam por escolas especiais, adaptadas para crianças com necessidades específicas. Acreditam que, num ambiente assim, a criança vai aprender mais e se desenvolver melhor. Outros pais optam por colocar os filhos numa escola regular, porque o contato com outras crianças — diferentes entre si — estimularia um desenvolvimento mais completo.

Não há regra nem padrão para escolher a escola. O que se sabe é que ir para a escola é melhor que não ir. De preferência, a família deve buscar locais que recebam bem as crianças com questões mais delicadas, gente para acompanhar e um trabalho de tolerância e acolhimento com os outros alunos.

9. Abraços

Uma das características das crianças no espectro do autismo é a falta de afetuosidade, mesmo com os pais. Sorrisos, abraços, mãos dadas e cafunés não fazem parte do cotidiano das famílias com filhos autistas.

No entanto, é bem comum os pais aprenderem as formas de carinho e cuidado que o filho gosta. Cócegas, aperto de mão, boas conversas. Com certeza pais e filhos encontram um jeito de se comunicar e se relacionar amorosamente.

Quanto mais o autismo for conhecido, menos preconceito e mais desenvolvimento as crianças do espectro vão experimentar.

É, portanto, nosso dever trocar informações de qualidade para que elas chegarem a outros adultos que lidam com crianças com autismo. Aproveite para fazer sua parte, comente abaixo e entre na discussão com a gente!

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Redação - Alô Bebê

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