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O que é o “encaixe do bebê”?

O que é o “encaixe do bebê”?

Apesar de os bebês se mexerem, esticarem, chutarem e fazerem a maior algazarra no útero das mães, toda grávida fica no aguardo do momento em que seu pequeno finalmente se encaixa e se posiciona em preparação para o parto. Entretanto, muitas mães têm dúvidas – em especial as de primeira viagem – sobre quando essa movimentação acontece e o que ela representa.

“Encaixe do bebê”: o que é?

Quando falamos sobre o encaixe do bebê, nos referimos à posição que os fetos normalmente adotam algumas semanas antes do nascimento. Mais especificamente, o encaixe se dá quando os pequenos apoiam a cabecinha ou o bumbum na cavidade pélvica da mãe – e essa movimentação não significa que as crianças estejam prestes a nascer nem que as mães estão na iminência de entrar em trabalho de parto!

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Os bebês adotam essa posição nas etapas finais da gestação, quando já estão maiorzinhos e têm menos espaço para ficar de bagunça no útero das mães. É nessa fase, aliás, que seus corpinhos ganham mais gordura e peso, e ocorre o amadurecimento de várias estruturas do organismo, como os pulmões, para quando eles nasçam.

Vale destacar que nem sempre o fato de os bebês estarem com a cabecinha para baixo no útero das mães significa que eles já estejam encaixados na cavidade pélvica ou se preparando para nascer. Eles podem estar simplesmente assim, de ponta-cabeça! Ademais, a posição ideal para o nascimento vaginal é aquela em que o bebê fica de cabeça para baixo e com o rostinho voltado para a coluna da mãe.

Essa posição permite que o feto passe mais facilmente pela pelve, uma vez que a parte traseira da cabecinha e o peso das costas pressionam o colo uterino, estimulando a sua abertura e a produção dos hormônios necessários para o trabalho de parto.

Existem outras posições?

Há outras posições que o bebê pode adotar, como a longitudinal, em que ele fica na vertical no útero da mãe; a transversa, em que o feto se posiciona na horizontal; e a oblíqua, em que ele fica inclinado – e quando o pequeno se encontra nessas posições, é menos provável que ele se encaixe antes do início do trabalho de parto.

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E, encaixado, o bebê pode ficar na posição posterior, em que suas costas ficam voltadas para a coluna da mãe, e a anterior, na qual as costas ficam viradas para a barriga da grávida – e consiste no posicionamento ideal para o parto natural.

Quando os bebês se encaixam?

Obviamente, cada gestação é única, mas o mais comum é que os bebês se encaixem por volta do 8º mês de gravidez. Normalmente, a maioria dos pequenos adota essa posição entre a 36ª e a 38ª semana, mas pode ocorrer de os fetos se acomodarem a partir da 28ª semana, assim como existem casos em que eles só se posicionam na hora de nascer, durante o trabalho de parto – e não há nada de raro nisso.

De qualquer forma, uma vez encaixados, poucos bebês voltam a se sentar novamente ou mudam de posicionamento no útero das mães, embora possa acontecer de os danadinhos decidirem trocar de postura logo na reta final, um pouco antes de nascer, e se sentarem.

Por que o encaixe é importante?

Essa posição permite que os médicos determinem se a pelve da gestante é grande o suficiente para a passagem da cabecinha do bebê e, portanto, para que os obstetras definam se existe algo com que eles devam ficar atentos na hora do nascimento e se é mais indicado que a grávida seja submetida a uma cesariana. Na ocasião desse exame, os médicos também costumam checar se o bebê já alcançou a maturidade fetal, principalmente a maturidade dos pulmões.

Dá para saber quando os bebês encaixam?

Um indicativo de que o bebê já está encaixado é que, geralmente, a mãe sente menos desconforto para respirar e menos azias, pois a posição faz com que a pressão antes exercida sobre o estômago e o tórax seja aliviada.

Por outro lado, como a pressão passa a se concentrar na região pélvica, é comum que as gestantes sintam mais vontade de fazer xixi e que as idas ao banheiro se tornem mais frequentes. Elas ainda podem notar a ocorrência de mais câimbras e que os tornozelos ficam mais inchados. Além disso, algumas grávidas passam a ter mais dificuldades para caminhar, e as pessoas que convivem com a futura mamãe geralmente percebem que a barriga parece mais baixa.

E quando os bebês não se encaixam?

Muitas mães se preocupam com o fato de o bebê demorar para ficar encaixado. Entretanto, isso não deve ser motivo de inquietação, pois, no trabalho de parto, as contrações e todo o processo envolvido no nascimento propiciam essa movimentação do bebê. Aliás, muitos médicos não se abalam se o feto não ficar encaixadinho até a 36ª semana de gravidez, já que, até a hora do nascimento, há tempo suficiente para que o pequeno se posicione corretamente.

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Várias situações podem retardar o encaixe dos bebês. Em mães que já tiveram outros filhos, por exemplo, os fetos costumam se encaixar apenas às vésperas do trabalho de parto ou só depois que ele começa; e, em se tratando de gestações gemelares, o encaixe tampouco acontece.

Em gravidinhas miúdas, como os bebês têm menos espaço para se movimentar, a limitação pode dificultar que eles entrem na posição. Ademais, a presença de bastante líquido amniótico, o formato da pelve, assim como o fato de se tratar de um bebezão ou haver algum problema com a placenta ou de saúde também são fatores que podem atrapalhar a movimentação dos fetos.

Entretanto, independentemente, se a partir da 36ª semana o bebê não se encaixar, o obstetra pode realizar uma manobra chamada “versão cefálica externa”. Esse procedimento tem como objetivo ajudar o feto a adotar a posição mais favorável para o parto vaginal e, antes de ser realizado, normalmente o médico dá à gestante um medicamento que evita que ela tenha contrações.

Essa manobra, quando necessária, geralmente é realizada por volta da 37ª semana, ou seja, no início do 9º mês de gravidez, e, basicamente, consiste em fazer com que o bebê dê uma cambalhota dentro do útero da mãe.

É possível estimular o encaixe?

Uma sugestão é que, quando a grávida se sentar, em vez de inclinar a pelve para trás, force a região para frente, e passar algum tempo sentada sobre uma bola de pilates também pode ajudar.  Além disso, é importante que os joelhos nunca fiquem acima da altura dos quadris quando a grávida estiver sentada.

Um exercício que a futura mamãe pode fazer consiste em apoiar joelhos e cotovelos no chão, ficar sobre quatro apoios, elevar o bumbum e colocar a cabeça entre os braços – tentando ficar nessa posição durante alguns minutos. Essa atividade pode ser repetida de três a quatro vezes ao dia. Outra opção é apoiar as costas no chão, dobrar os joelhos e elevar os quadris o máximo que a gestante conseguir. Aqui a recomendação também é realizar a atividade três ou quatro vezes ao dia, e que a grávida permaneça na posição por uns poucos minutos.

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É importante mencionar que nem todos os especialistas recomendam esses exercícios, e algumas pesquisas apontaram que eles não são realmente efetivos. Porém, não custa fazer os movimentos como forma de relaxamento, já que, pelo menos, estudos revelaram que eles são eficazes para aliviar dores nas costas e fazer com que as gestantes se sintam mais confortáveis. Além do mais, fortalecer a musculatura da pelve e do períneo é importante para um trabalho de parto mais tranquilo.

Nós da Alô Bebê esperamos ter sanado algumas das suas dúvidas com este artigo e aproveitamos a oportunidade para convidá-la a conferir os demais conteúdos sobre gravidez em nossa comunidade!

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Redação - Alô Bebê

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