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Ansiedade infantil: como lidar quando meu filho tem esse transtorno

Ansiedade infantil: como lidar quando meu filho tem esse transtorno

Você já deve ter visto, ou pelo menos ouvido falar, do grande problema dos pais e crianças no primeiro dia de aula: enquanto alguns pais deixam os pequenos na porta, dão um beijo na criança e vão embora tranquilamente, outros têm que lidar com choro, desespero e mesmo agressividade porque o filho não aceita que ele vá embora.

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Outra cena comum: crianças que não conseguem dormir sozinhas indo para o quarto dos pais assim que as luzes se apagam porque, mesmo que estejam cansadas, ficam nervosas demais em seus próprios quartos.

Essas duas cenas clássicas da infância são causadas pelo mesmo problema: ansiedade infantil. Para algumas crianças, ela é só algo normal, que faz com que elas enfrentem o mundo, cresçam e se adaptem. Para outras, no entanto, é um desafio impossível de vencer, algo que não as deixa relaxar, ficar sozinhas ou sair de casa.

A ansiedade está ligada ao sistema límbico: diante de uma situação estressante, esse sistema, que comanda nossas emoções e comportamentos, envia um sinal para o sistema nervoso central, colocando-o em estado de alerta. Então, começam os sintomas físicos mais comuns da ansiedade: o coração acelera, os músculos ficam tensionados e as mãos transpiram como nunca. É como se seu corpo estivesse se preparando para fugir.

Todos esses sentimentos fazem com que as crianças não consigam lidar com seus medos, angústias e frustrações, trazendo diversos tipos de problemas. Continue sua leitura para saber mais sobre a ansiedade infantil e como ajudar seu filho a lidar com ela!

Como identificar a ansiedade infantil?

A ansiedade é um problema que vem afetando cada vez mais pessoas, e é uma das patologias psiquiátricas mais comuns na infância – perdendo apenas para os transtornos de déficit de atenção e hiperatividade. Estima-se que cerca de 10% das crianças sofram com algum tipo de transtorno ansioso, e que ainda mais sofram com a ansiedade não patológica, mas que ainda traz prejuízos para o dia a dia da criança.

Por muitos anos, a ansiedade que afeta crianças e adolescentes foi considerada algo menor, mais leve do que aquela que assola os adultos. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que o transtorno de ansiedade na adolescência e na infância traz tantos problemas quanto na vida adulta, e deve ser tratado com seriedade.

Mas como fazer para identificar a ansiedade infantil? O primeiro passo é levar em conta a idade pela qual a criança está passando e as situações apresentadas. Crianças que ficam com medo ao verem um animal pela primeira vez, que fazem xixi na cama algumas vezes ou que fazem birra quando não ganham um brinquedo que querem, por exemplo, podem estar apenas tendo um dia ruim, e não necessariamente serem ansiosas.

A ansiedade infantil vai além desses pequenos episódios: ela aparece quase constantemente, nos pequenos detalhes do dia a dia do seu filho.

Confira abaixo alguns dos sintomas clássicos da ansiedade infantil:

O surgimento de medos e fobias

Toda criança tem medo de algo, já que todo o mundo ainda é desconhecido para elas. Por isso, não pense que seu filho é ansioso apenas porque, às vezes, ele quer dormir de luz acesa. Crianças ansiosas costumam ter mais medo do que o normal, e mesmo medos que não são comuns – como ter medo de ir ao banheiro ou tomar banho.

Medos exagerados de insetos e outros animais, ou de monstros e dinossauros, também podem ser um sintoma. Mesmo que muitas crianças tenham esses medos, eles costumam ser contornáveis.

O cultivo de uma rotina rígida

Uma das características mais marcantes em uma pessoa ansiosa, e as crianças entram nesse mesmo padrão, é a criação de uma rotina rígida e inflexível. Quando algo sai do normal para essas crianças, é motivo de brigas, frustrações e choro. Isso acontece porque a criança não sabe lidar com mudanças, mesmo que sejam pequenas.

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Algumas crianças manifestam esse sintoma ficando brabas quando uma aula é cancelada, ou ficando apavoradas em dias em que o pai ou a mãe chegam mais tarde do trabalho.

Rituais para tudo

Outra característica comum da ansiedade é a existência de rituais. Eles começam porque a criança precisa se sentir segura, de alguma maneira, e acaba criando um ritual que a faz se sentir mais protegida e confiante.

Só dormir se todos os bichinhos de pelúcia estiverem alinhados na cama, só comer em certo prato, só entrar no carro pelo lado direito, são todos rituais que podem parecer só manias engraçadas, mas que podem estar escondendo um problema maior.

Problemas para dormir

A hora de dormir é sempre um problema em sua casa? Pode ser um sinal de ansiedade. A ansiedade é conhecida por desencadear problemas de sono, como pesadelos e insônia. Muitas crianças ansiosas só pegam no sono com a presença dos pais. Outras, precisam passar a noite inteira acompanhadas.

Problemas para comer

A maioria das crianças não come como seus pais gostariam: uma alimentação balanceada e constante, saudável e sem reclamações. No caso das crianças ansiosas, no entanto, o problema é bem maior. Elas se recusam a experimentar qualquer coisa nova, já que as mudanças despertam a ansiedade.

É muito comum que crianças ansiosas queiram sempre comer exatamente o mesmo prato, e fiquem tristes, brabas ou frustradas quando são apresentadas a algo novo.

Se seu filho apresenta algum – ou vários – desses sintomas, o próximo passo é leva-lo a um especialista da área de saúde mental, como um terapeuta. O diagnóstico de ansiedade só pode ser emitido por alguém formado na área.

Além disso, procurando um profissional, você já descobre qual é a melhor maneira de ajudar seu filho. E não se preocupe: qualquer que seja o tipo, a ansiedade pode, sim, ser tratada.

Quais são os tipos de ansiedade?

Quando diagnosticada por um especialista, a ansiedade pode ser classificada em alguns quadros clínicos diferentes. A maioria das crianças ansiosas, no entanto, apresenta mais de um transtorno – o que conhecemos como comorbidade.

Confira abaixo quais são os tipos de ansiedade que podem afetar os pequenos e como eles se apresentam:

Transtorno de ansiedade de separação

Comum em crianças muito novas, que começaram a fazer atividades que não envolvem o pai ou a mãe, o transtorno de ansiedade de separação é o que acontece quando as crianças não querem se ver longe dos pais.

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Quando a criança não é ansiosa, mesmo que o medo exista, ela consegue superá-lo e se adaptar com facilidade. Já a criança que sofre com esse transtorno não consegue fazer essa adaptação.

Algumas situações que podem acontecer nesse transtorno são:

  • Não querer ter o próprio quarto e, assim, continuar dormindo com os pais por muito tempo;

  • Recusar-se a ir à escola ou a fazer qualquer atividade extracurricular em que os pais não estejam presentes;

  • Criar situações para que os pais tenham que busca-la na escola;

  • Dar sintomas de mal-estar físico antes da separação, como dores de barriga ou de cabeça.

Transtorno de ansiedade social

Também conhecido como fobia social, esse transtorno ocorre com crianças que ficam com muito medo ou muito preocupadas quando precisam interagir socialmente ou quando são o centro das atenções. O medo de ficar constrangida, do que os outros vão pensar dela ou do que ela deve fazer podem ser paralisantes e fazerem a criança passar mal.

Algumas circunstâncias evitadas por crianças com esse transtorno são falar ao telefone, falar em público, usar banheiros ou outras dependências públicas, ir a festas de aniversário dos colegas ou mesmo falar com algum adulto que seja uma figura de autoridade, como um professor.

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Crianças que sofrem com TAG apresentam preocupações muito frequentes e difíceis de controlar, em relação a todo tipo de situação. Elas pensam no pior cenário possível sempre e precisam de reafirmação constante.

Perguntas como “você tem certeza?”, “e se não der certo?” e “será que eu consigo?” são comuns no vocabulário dessas crianças. Elas se preocupam com o desempenho escolar, com a opinião das pessoas, com doenças, com a segurança da família, com finanças e diversos outros temas que não são comuns na lista de preocupações dos pequenos.

Transtorno de pânico

Crianças com transtorno de pânico podem manifestar ataques de pânico inesperados. Esses ataques têm sintomas físicos, como tontura, taquicardia, náusea ou dor de estômago, tremores, falta de ar, etc.

O transtorno é causado pela preocupação e medo excessivos que podem ser trazidos por situações específicas – como falar em público – ou lugares específicos – como a escola.

Fobias

Esse é um tipo mais pontual de ansiedade, causado pelo medo excessivo de algo, seja uma situação, um lugar ou um objeto. A maioria das crianças que sofrem de fobias faz de tudo para evitar aquilo que temem.

Alguns medos muito comuns são o medo de pontes, de espaços fechados, de lugares escuros, de tempestades, de água, de altura, de transportes (como o medo de andar de carro ou de avião), de aranhas, de cobras, de insetos, de cães, de agulhas e de hospitais.

Como já foi dito, no entanto, a maior parte das crianças ansiosas manifesta mais de um transtorno, e pode ser tratada independentemente de quais forem eles.

Quais os impactos da ansiedade no desenvolvimento da criança?

Para quem sofre de ansiedade, a vida cotidiana pode apresentar muitos empecilhos. Num geral, pessoas ansiosas enxergam o mundo como um lugar perigoso, e sentem a necessidade de estarem sempre muito atentas ao que pode acontecer. Isso afeta a maneira como elas percebem diversos acontecimentos que podem ocorrer a qualquer um, como um atraso no trânsito, uma roupa que não se pode mais vestir ou uma nota baixa em uma prova.

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O coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, Fernando Ramos Asbahr, afirma que: “A ansiedade pode até atrapalhar o desenvolvimento, mas o problema é quando altera o dia a dia. A criança não consegue ir para a escola, não entra numa loja, tem problemas de convivência”. Para ele, a ansiedade é como um sensor de incêndio mal regulado, que alaga um prédio porque alguém acendeu um fósforo.

No dia a dia, a ansiedade infantil pode se apresentar como uma barreira entre a criança e experiências comuns para a idade. Por exemplo, a criança pode:

  • Deixar de conversar com os colegas na escola;

  • Não querer ir à escola;

  • Ter medo dos professores;

  • Mentir para os pais;

  • Não querer sair de casa para conhecer lugares novos;

  • Brincar sempre das mesmas brincadeiras, com os mesmos roteiros, sem variações;

  • Não conseguir dormir;

  • Comer mal;

  • Desenvolver medos novos constantemente.

Muitos desses problemas se apresentam imediatamente, na rotina, mas podem afetar o futuro da criança. Por exemplo, sem conversar com os colegas, ela não aprender algumas regras de convivência e vida social básicas e acaba sendo prejudicada no futuro. Se a criança for muito pequena, até mesmo o desenvolvimento da fala é prejudicado.

Do mesmo modo, quanto mais medos a criança desenvolve, menos atividades ela consegue fazer: não conseguir sair de casa na chuva porque tem medo de água, ou não conseguir ir para a casa dos avós porque tem medo de andar de carro, por exemplo. A ansiedade da criança acaba afetando o desenvolvimento dela e o relacionamento com a família.

Por isso, assim que perceber os sintomas da ansiedade infantil, é recomendado que você leve seu filho a um especialista e comece o tratamento apropriado.

É possível tratar a ansiedade infantil?

Se seu filho começou a apresentar sintomas de ansiedade, não se preocupe: existem tratamentos que podem ajudá-lo a lidar com esse problema e que vão, aos poucos, fazê-lo se sentir menos ansioso e até mesmo motivado a enfrentar seus medos.

O primeiro passo para fazer esse tratamento é procurar um especialista na área. A terapia cognitiva comportamental é a área da psicologia que mais mostra resultados positivos para pessoas com ansiedade, já que ela não só analisa o problema, mas também traz soluções práticas que todos podem exercitar no dia a dia para lidar com essa angústia. Porém, quando se trata de terapia, algumas técnicas podem funcionar para uma pessoa e não para outra. Por isso, se não der certo na terapia cognitiva comportamental, é sempre possível procurar outras linhas.

Algumas crianças podem estar em um nível muito exacerbado de ansiedade e, talvez, o uso de medicações seja necessário. Se for o caso, não receba essa notícia com preconceito: os remédios podem ajudar a estabilizar a química cerebral e facilitar o processo de melhora.

Muitas pessoas procuram, além da terapia, alguns tratamentos alternativos, como a homeopatia e a acupuntura. Você pode fazer suas pesquisas e conversar com os profissionais para decidir qual é o melhor caminho para o seu filho.

Mas também existem algumas atitudes que você pode tomar em casa, no dia a dia, que vão ajudar seu filho a lidar com a ansiedade. Por exemplo:

Preste atenção nos sentimentos do seu filho

Muitas vezes, deixamos de considerar os sentimentos das crianças, confundindo medo, tristeza ou raiva com birra e falta de educação. Isso evita o diagnóstico de problemas como a ansiedade infantil e pode ainda piorar o quadro do seu filho.

Por isso, preste atenção em como ele está se sentindo e ensine-o, desde cedo, a dar nome a esses sentimentos. Muitos livros e desenhos ensinam a criança a identificar e explicar o que está sentindo, e isso pode ajudar muito no desenvolvimento dela.

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E quando seu filho expressar seus sentimentos, não os menospreze. Não diga que ele não deve ter medo, por exemplo, e sim que vai ajudá-lo a passar por isso.

Reconheça as realizações da criança

Uma palavra ou um gesto carinhoso significa muito mais do que grandes presentes. Quando seu filho fizer algo bom, ou fizer algo pela primeira vez, elogie-o e incentive o comportamento. Isso vale, especialmente, para quando ele faz algo de que tem medo – como dormir sozinho ou não chorar no dentista.

O elogio vai fazer com que ele perceba que o que fez é algo importante e valoroso para você. Crianças com ansiedade infantil têm muito medo de serem rejeitadas, então esse reconhecimento faz toda a diferença para elas.

Encontre maneiras de ajudá-lo a relaxar

É importante encontrar maneiras de ajudar a criança a relaxar, tanto em momentos em que ela está muito ansiosa quanto como parte da rotina. Treinar métodos de respiração, por exemplo, pode ajudar seu filho a ficar mais calmo e a ser capaz de colocar os pensamentos no lugar quando ele estiver ansioso.

Algumas técnicas de meditação também podem acalmar a criança e, se feitas todos os dias, diminuir a ansiedade em geral. O mais importante, no entanto, é que seu filho saiba que ele não está passando por isso sozinho, e que pode contar com os pais quando estiver se sentindo mal.

É possível evitar o surgimento da ansiedade?

É difícil prever o que pode tornar uma criança ansiosa. Ela pode ser naturalmente mais ansiosa do que a maioria e, por isso, ter problemas do tipo. Ela também pode passar por algumas situações difíceis que desencadeiem a ansiedade.

Porém, existem alguns fatores diários que podem contribuir nesse sentimento. Assim como existem algumas atitudes que ajudam qualquer um a ficar mais calmo e mais confiante. Veja abaixo alguns exemplos para tornar a rotina do seu filho mais tranquila.

Não ocupe todo o tempo dele

Hoje em dia, é normal que crianças tenham atividades além da escola: cursos de idiomas, aulas de dança, times infantis de futebol, etc. Mas o tempo ocioso, para brincar e conviver com a família, é essencial para a criança relaxar e aprender a lidar consigo mesma. Evite encher a agenda do seu filho.

Não o deixe dentro de casa o tempo todo

Ir ao parque, passear na praia e conviver com a natureza deixa qualquer um mais tranquilo, certo? Programe passeios que deixem seu filho respirar ar puro. O estresse de toda a família vai diminuir.

Analise o tipo de escola que ele frequenta

Muitas escolas são focadas em resultados, vestibulares e competições. E muitas crianças não se encaixam nesse perfil. Algumas são mais criativas e precisam de mais espaço para se expressar e se comunicar. Procure uma escola que dê a oportunidade do seu filho desenvolver o que ele tem de melhor.

Incentive os exercícios físicos

Praticar exercícios aumenta a atividade dos neurotransmissores, principalmente da endorfina, que causa a sensação de bem-estar. Por isso, envolva seu filho em atividades físicas, seja ela jogar bola no parque, brincar de pega-pega, pular corda ou entrar em uma aula de futebol, vôlei, alguma luta ou alguma dança.

A atividade física também envolve o conhecimento das próprias habilidades, a superação de limites e a interação social, fatores que são mais difíceis para crianças naturalmente ansiosas.

Tenha um animal de estimação

Seja cachorro, gato ou qualquer outro bichinho, ter um animal de estimação diminui o estresse de toda a família. Além disso, eles ensinam o senso de responsabilidade para crianças e são ótimas companhias.

Faça terapia

Esse é um detalhe que muitos pais não percebem: seu filho fica muito mais nervoso quando você está nervoso. Se os pais sofrem de transtornos de ansiedade, tanto a genética quanto o ambiente podem influenciar a criança e desenvolver o mesmo transtorno nela.

Você precisa transmitir confiança para que seus filhos também tenham confiança. Por isso, trabalhe os próprios transtornos, frustrações e angústias para evitar que seu filho passe pelo mesmo. Mas não se sinta culpado se ele desenvolver ansiedade mesmo assim: o fato de que você também passa por isso vai mostrar para ele que ele não está sozinho.

Tenha uma rotina, mas seja flexível

Rotinas são essenciais para qualquer pessoa, mas são ainda mais importantes para crianças. Ter uma hora certa para fazer as atividades do dia a dia gera um sentimento de previsibilidade e deixa a criança tranquila e confortável.

Porém, mesmo com as rotinas mais planejadas e organizadas do mundo, imprevistos acontecem. E se seu filho perceber que você fica angustiado, irritado ou triste por qualquer imprevisto, ele vai emular esse comportamento.

Procure ser mais aberto ao imprevisto, sendo mais flexível em sua rotina. O gás acabou na hora de fazer o jantar? Peça uma pizza ou vá ao restaurante preferido da família. Ele não pode ir à escola porque ficou doente? Encha o sofá de travesseiros e cobertores e aproveite o momento para ficar mais perto do seu filho. Lembre-se de que nenhum dia é igual ao outro.

Estimule-o a enfrentar seus medos

Todos temos medo de alguma coisa. Mas, normalmente, crianças veem os adultos como completamente destemidos, o que faz com que elas tenham vergonha de compartilhar seus medos inseguranças. Por isso, torne o medo algo mais natural: converse sobre o que você tem medo e mostre ao seu filho o que você faz para superar.

Além disso, se ofereça para estar ao lado dele quando ele precisar passar por algo que o assusta. Desde checar o armário para ver ser não há nenhum monstro até segurar a mão dele na hora de tomar uma injeção, ele precisa saber que tem seu apoio.

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Ter um filho que sofre de ansiedade infantil não é o fim do mundo. Com a ajuda dos profissionais certos e com todo o amor e apoio da família, ele vai se abrir cada vez mais para o mundo e viver sua vida plenamente.

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Redação - Alô Bebê

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