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O que é a hiperêmese gravídica?

O que é a hiperêmese gravídica?

Um dos sintomas mais comuns do início da gestação é a êmese gravídica, ou seja, as famosas náuseas e os vômitos ocasionados pelas variações hormonais que afetam, segundo as estatísticas, entre 70% e 80% das gestantes. Ainda de acordo com os levantamentos, a maioria das mulheres afetadas pela êmese sofre de sintomas leves a moderados, com uma minoria apresentando reações mais severas. O quadro geralmente melhora a partir do 2º trimestre, sendo que em 90% dos casos os enjoos desaparecem por volta da 20ª semana de gravidez.

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Ainda assim, o quadro não é tão incômodo quanto o da hiperêmese gravídica, síndrome que é diagnosticada em 0,3% a 3% das gestantes e pode causar uma série de transtornos. Isso porque, nessas mulheres, os episódios de enjoo e vômitos se tornam tão frequentes e extremos que elas simplesmente não conseguem manter nenhum alimento ou líquido no estômago e são incapazes de seguir uma rotina normal. O pior é que a condição pode durar toda a gravidez e persistir de forma menos severa até após o parto.

Causas e possíveis complicações

Conforme mencionamos, a êmese gravídica é causada por variações hormonais, mais especificamente devido a uma hipersensibilidade ao hormônio beta HCG, que começa a ser liberado pelos ovários após a concepção. Já no caso da hiperêmese gravídica, além da questão hormonal, acreditava-se que processos infecciosos e a condição psicossocial da gestante poderiam exercer alguma influência no desenvolvimento do quadro.

Contudo, estudos mais recentes apontam que existe um fator genético no surgimento da hiperêmese gravídica, e mulheres com histórico familiar da condição são três vezes mais propensas a sofrer dela. A descoberta dessa conexão representa um passo importante no sentido de se encontrar uma cura para o problema, uma vez que, atualmente, ele não pode ser evitado e o tratamento envolve apenas o alívio dos sintomas.

Com relação às complicações, fora o desconforto constante, as gestantes que sofrem de hiperêmese gravídica podem desenvolver desnutrição, desidratação, desequilíbrios eletrolíticos, perda de peso — podendo ser superior a 5% do peso de antes de a mulher engravidar —, síndromes metabólicas, hipotensão, desmaios, taquicardia, deficiências vitamínicas e condições hepáticas.

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Aliás, a situação pode se tornar tão insustentável que não é raro que essas gestantes sofram de depressão e ansiedade, sem falar que seu estado debilitado pode afetar o desenvolvimento do feto e resultar em parto prematuro ou bebê abaixo do peso esperado, situações associadas a uma variedade de complicações para a criança. E não é só isso: há mulheres que, mesmo depois de vários anos após o parto, ainda sofrem com náuseas em determinadas circunstâncias, geralmente quando entram em contato com alimentos, odores ou situações que, durante a gravidez, desencadeavam os episódios de enjoo e vômito.

Tratamento

Os casos mais leves podem ser tratados com antiácidos, anti-histamínicos, medicamentos para enjoo, mudanças na dieta e repouso, sendo que o normal é que os sintomas melhorem entre a 14ª e a 20ª semanas de gestação. Entretanto, nos casos mais severos, pode ser que a grávida precise ser hospitalizada para reposição de fluídos, eletrólitos, vitaminas e nutrientes, geralmente por via endovenosa, embora existam ocasiões em que o tratamento é feito através de sonda nasogástrica.

É importante lembrar que as gestantes jamais devem se automedicar e, antes de tomar qualquer fármaco, devem consultar seu obstetra, já que existe o risco de determinados medicamentos afetarem não só a saúde da mulher mas também o desenvolvimento do feto.

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A hiperêmese gravídica vem se tornando mais conhecida graças a algumas famosas que tornaram pública sua condição, como a modelo e apresentadora Fernanda Lima, a atriz e comediante Tatá Werneck e a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton. E você, conhece mulheres que sofreram com a síndrome? Tem alguma experiência para compartilhar conosco? Então não deixe de comentar no post!

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Redação - Alô Bebê

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