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Preparamos um Guia Completo para montar o quarto do bebê. Confira!

Preparamos um Guia Completo para montar o quarto do bebê. Confira!

Pode parecer que 9 meses seja tempo suficiente para montar um quartinho de bebê, mas não se engane! São tantos detalhes que precisam ser pensados que, se os pais não se organizarem, podem acabar se vendo em um aperto para deixar tudo pronto para a tão esperada chegada do pequeno. Assim, o planejamento é fundamental – e nós da Alô Bebê estamos aqui para ajudar!

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O ideal é que, logo que a futura mamãe descubra que está grávida, comece a ver estilos e temas para o quartinho. Esse é o momento de se permitir sonhar um pouco antes de definir como será o espaço, partir para as compras e se lançar na missão de criar o ambiente perfeito para o bebê.

Existem incontáveis opções na internet e redes sociais de perfis e sites especializados em decoração infantil, assim como revistas sobre o assunto, então vale mergulhar de cabeça e fuçar em todos eles em busca de inspiração e para conferir tendências de modelos, cores, materiais, texturas e tecnologias.

É bacana guardar imagens de referência que a mãe possa revisitar sempre que sentir necessidade, e que ela seja realista com relação ao espaço disponível. Aliás, vale tomar todas as medidas do quarto, incluindo o comprimento e a altura de paredes, distância até a porta, localização da janela e área de circulação, e desenhar uma planta – ainda que rudimentar – para distribuir nela os elementos que a mãe pretende adquirir, já que esse exercício permite que ela tenha uma ideia mais palpável da disposição de tudo.

De olho no cronograma

É interessante visitar lojas de móveis e decoração e checar os catálogos disponíveis, bem como se familiarizar com valores e opções de pagamento. Afinal, assim como ocorre com a maioria das coisas que compramos por aí, é importante conferir a qualidade e a durabilidade dos produtos e fazer pesquisas de preço, pois os móveis e outros itens que colocamos nos quartos do bebê apresentam variações absurdas de uma loja para outra.

Depois, é hora de definir o orçamento disponível e as prioridades, e o ideal é que, ainda no primeiro trimestre, a mãe já tenha decidido sobre o tamanho dos móveis, quanto será investido no enxoval e na decoração, bem como quais itens precisam ser comprados.

Muito cedo? Que nada! Pensando que os espaços que serão convertidos em quarto quase sempre precisam passar por pequenas reformas – obras que frequentemente envolvem rever a parte elétrica e de iluminação e pintura ou revestimento de paredes –, e muitas vezes os prazos de entrega rondam os 30 a 45 dias úteis, o tempo pode se tornar curto rapidinho.

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Até o final do segundo trimestre, é interessante que a montagem dos móveis e a instalação de tudo sejam concluídas, que os retoques finais sejam feitos e que o enxoval do bebê já esteja pronto. O sétimo e o oitavo mês de gravidez devem ser dedicados para organizar os últimos detalhes – já que, com um baita barrigão, não é hora de a futura mamãe ficar correndo atrás de montadores, pintores e eletricistas! E, ao chegar à reta final, no nono mês, basta deixar a malinha da maternidade pronta e relaxar até o tão esperado nascimento do bebê.

Ponto de partida

Antes de começar a comprar os móveis e definir o tema da decoração, algo bom de se ter em mente é que os pequenos crescem muito depressa e, então, talvez seja uma boa selecionar peças funcionais com estilos atemporais e cores neutras ou tons pastéis. Dessa forma, os itens podem ganhar uma sobrevida maior, ser usados por mais tempo e gerar economia no futuro.

Para conferir um clima de descontração ao quartinho, as paredes podem, por exemplo, ser revestidas com papel de parede ou ganhar adesivos com temas lúdicos – capazes de estimular a criatividade e o desenvolvimento intelectual da criança –, desde que se mantenha o equilíbrio, sem cair no exagero.

Entretanto, a ideia é criar um espaço tranquilo e aconchegante, composto por elementos que evitem que os bebês fiquem agitados. O conselho dos decoradores e designers é que cores mais vibrantes, texturas, estampas e padrões apareçam em enfeites, colchas, estofados e itens de decoração, e que a mobília mantenha linhas mais neutras, para não carregar demais o ambiente.

Hora de nanar

É óbvio que não pode faltar um berço no quarto do bebê e existe uma infinidade de opções à disposição, desde as de tamanho padrão, passando por berços mais compactos, com tamanhos maiores do que o tradicional e até feitos sob medida. De qualquer forma, mesmo com tantas alternativas, nos primeiros meses de vida muitas mães preferem usar apenas o moisés – que são aqueles berços de vime que podem ser transportados facilmente pela casa.

No entanto, é necessário garantir que ele seja estável o suficiente para não virar com os movimentos ou peso do bebê, e vale lembrar que, depois dos 6 meses, o pequeno provavelmente não caberá mais nesse espaço e terá que ser transferido para o berço.

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Na hora de selecionar o berço, é interessante ter em mente que o pequeno dormirá nele até os 2 anos de idade, mais ou menos, portanto se trata de uma peça de mobília na qual vale a pena investir. Muitos têm a opção de irem sendo rebaixados conforme o bebê cresce e de inclusive serem convertidos em caminhas – e até camas de solteiro – com o tempo, e existem os que oferecem a possibilidade de nivelamento do colchão para o caso de que o bebê tenha refluxo.

Famílias com espaço de sobra também podem adquirir uma cama da babá – que não é um item imprescindível, mas pode ser útil, especialmente quando é necessário dormir com o pequeno, já que o acompanhante pode ficar mais confortável com a criança. Os pais também podem optar por comprar um berço portátil e desmontável, uma vez que ele pode ser levado para a casa de familiares e em viagens, além de ser usado como “chiqueirinho”.

Mas é superimportante que, seja lá qual for o berço selecionado, ele seja funcional e resistente e esteja de acordo com os padrões de segurança estabelecidos pelo Inmetro. Além disso, é necessário ficar atento sobre alguns detalhes.

Atenção

As grades laterais, por exemplo, devem estar separadas a uma distância que não ofereça risco de que a criança prenda os pés ou as mãos nos vãos, nem passe a cabecinha ou os ombros por eles. O espaço entre a lateral do berço e o colchão também deve seguir um padrão específico para evitar acidentes, assim como as madeiras que compõem o estrado, que não podem representar perigo de que o pequeno acabe prendendo os bracinhos ou as pernas ali e se ferindo.

Voltando às grades laterais, os berços que possibilitam que elas sejam baixadas vêm sendo proibidos em várias partes do mundo e, no Brasil, sua fabricação não é mais permitida. Essas peças oferecem risco de sufocamento para bebês e, portanto, se você se deparar com um desses modelos, embora eles pareçam práticos, é melhor evitá-los. Outro detalhe que merece atenção é que, se o berço tiver componentes como telas e detalhes decorativos como furinhos ou vazados, não exista o risco de os pequenos introduzirem e prenderem os dedinhos.

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Mais um ponto a ser considerado: por questões de segurança, não é indicado que o berço seja montado próximo à janela nem de cortinas, paredes com quadros baixos e objetos que possuam cordas ou cordões – então, tenha cuidado na hora de instalar os móbiles, por exemplo, que são superfofos e úteis, mas não devem ficar ao alcance das mãos dos pequenos.

Colchão

O colchão consiste em uma aquisição mais importante do que parece e não se trata de um item tão simples assim de se escolher. Aliás, você já deve ter passado pela experiência de ter de selecionar um ideal para você, não é mesmo? Em linhas gerais, o colchão deve ter a densidade adequada para o uso de bebês e, na verdade, quanto mais firme ele for, melhor. Aliás, algumas pesquisas apontaram que as opções mais resistentes podem inclusive ter impacto sobre a síndrome da morte súbita em recém-nascidos, reduzindo significativamente os riscos de que ela ocorra.

Um colchão ruim, além de ser desconfortável e pouco durável, pode provocar dores, ser prejudicial para o desenvolvimento do bebê e inclusive oferecer riscos de segurança. Isso porque opções muito leves e finas, por exemplo, podem ser levantadas pelas crianças e elas podem acabar presas entre o colchão e o estrado. Então, seja para o berço ou para o moisés, é imprescindível que o colchão se encaixe perfeitamente à base, sem ficar grande nem pequeno.

Complementos

Nós comentamos anteriormente sobre a importância de se investir em um colchão de qualidade, certo? Pois, como se trata de algo caro e que a gente não troca todos os dias, um item que não pode faltar na lista de compras são as capas protetoras. Escolha opções impermeáveis para evitar o risco de que vazamentos de xixi, vômito ou outros fluídos acabem chegando ao colchão, e o ideal é ter pelo menos duas delas para o caso de que seja necessário fazer uma troca.

Com relação aos lençóis, o ideal é ter no mínimo dois jogos, e vale levar em consideração que alguns materiais são mais quentes do que outros ou não deixam que o corpinho do bebê respire adequadamente. Sendo assim, dê preferência a lençóis fabricados com fibras naturais, como o algodão, por exemplo, em vez de materiais sintéticos como o poliéster.

Sobre mantas, cobertores e afins, eles são necessários, obviamente, mas alguns especialistas recomendam que os pais não cubram os bebês com cobertas, edredons e mantas na hora de dormir, por conta do risco de que o pequeno se embole com esses itens e acabe sufocando. Em vez disso, proteja a criança com várias camadas de roupa e use macacões quentinhos de flanela ou soft.

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Já os travesseiros são itens completamente dispensáveis no primeiro ano de vida da criança e também oferecem risco de sufocamento. Sendo assim, ainda que existam opções antissufocamento, eles são acessórios com os quais os pais não precisam se preocupar por um bom tempo.

Se há algo que transforma completamente a aparência do quarto é o kit de berço, um conjunto de acessórios que, em parceria com os jogos de lençol, pode ser usado como item de decoração e tornar o ambiente mais aconchegante e alegre. Outros elementos que compõem o repertório de fofurices são ursinhos de pelúcia e naninhas. Mas, fique atenta!

Há especialistas que sugerem que, nos primeiros meses de vida, a criança não durma com ursos e nanas no berço, e que as almofadas de proteção que normalmente acompanham os kits de berço sejam removidas quando o bebê estiver no bercinho, especialmente se elas forem mais volumosas. Aliás, esses itens oferecem outro risco: conforme o pequeno se desenvolve e se torna mais “aventureiro”, as almofadas podem servir de degrau para que ele alcance a grade do berço e tente sair dele.

Troca, troca

Você tem noção de quantas fraldas, em média, são trocadas só no primeiro ano de vida de uma criança? Por volta de 2 mil! Sendo assim, embora os pais acabem por trocar os pequenos em todos os cantos imagináveis da casa, é importante ter um local no quartinho do bebê para essa atividade. Geralmente, os trocadores – que, preferencialmente, devem ter revestimento impermeável – são colocados sobre cômodas e móveis do tipo, mas é importante que esses mobiliários tenham uma altura confortável e adequada para não forçar a coluna dos pais.

O local designado como “estação de troca” deve, preferencialmente, ter espaço suficiente para deixar à mão um kit de limpeza contendo garrafa térmica – para o armazenamento de água morna –, álcool para a higienização das mãos, caixinhas com algodão, gazes, cotonetes e afins, creminhos, lenços umedecidos, paninhos, termômetro e alguns brinquedos para distrair o pequeno na hora da troca.

Alguns pais gostam de instalar prateleiras e nichos nas proximidades do trocador, o que pode ter um efeito decorativo interessante, além de permitir que itens de uso contínuo sejam guardados ali. Mas é preciso ter cuidado para que essas peças não fiquem acessíveis ao bebê, já que ele pode tentar se apoiar ou se pendurar nelas e causar acidentes.

O ideal é que os móveis que servem de apoio para o trocador tenham gavetas, gavetões ou armários (ou uma combinação dos três) para o armazenamento de fraldas, roupinhas, sapatinhos e acessórios do bebê. Aliás, se o espaço no quarto for limitado e os pais tiverem que optar entre um guarda-roupa ou uma cômoda, a sugestão é que seja escolhida a cômoda, uma vez que ela é uma das peças mais importantes e funcionais do mobiliário do bebê.

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Aliás, ainda sobre a questão do guarda-roupa, se além da cômoda, o quarto não tiver espaço suficiente para um roupeiro, uma opção versátil e inteligente é a de distribuir cestos e usar caixas organizadoras com tampa e que possam ser empilhadas para armazenar as coisinhas do bebê, sejam elas lençóis, cobertores, livros ou brinquedos. Contudo, selecione modelos em que não exista o risco de que a criança prenda os dedinhos ou se machuque, caso ela decida explorar o ambiente.

Iluminação

Uma iluminação correta faz toda a diferença na hora de se criar um clima adequado e valorizar o quartinho do bebê. Mas, na realidade, as luminárias são mais úteis para os pais – que precisam caminhar pelo quartinho do bebê sem correr o risco de tropeçar em brinquedos ou chutar cantinhos de móveis – do que para a criança.

Assim, ao pensar no projeto, lembre-se de que, como o pequeno passa muito tempo dormindo nos primeiros meses, a iluminação precisa ser suave e não deve afetar os padrões de sono do bebê. O mais recomendável é optar por luzes amareladas, que são mais confortáveis e quentes do que as brancas, e, se possível, é interessante que a intensidade possa ser controlada. Ademais, também é bacana ter abajures ou luminárias de piso como apoio.

Extras

Poltrona de amamentação

Talvez até pareça um item dispensável, mas uma poltrona confortável e aconchegante para que a mãe possa dar de mamar faz muita diferença. Na hora de selecionar uma, escolha um modelo no qual seja fácil se acomodar e se levantar depois e que tenha design e cores neutras – para que, mais tarde, quando a peça não for mais usada na amamentação, possa ser incorporada na decoração da casa.

Poltronas com apoio para os pés ou acompanhadas de pufes oferecem ainda mais conforto, e existem as opções de balanço – e o legal é que o movimento pode ajudar a acalmar não só o bebê, mas também a mamãe. A verdade é que esses móveis permitem que se crie um cantinho de tranquilidade e aconchego para a mãe e seu pequeno, e uma opção útil é a de incluir uma mesinha lateral onde a mulher possa colocar materiais como paninhos, suco ou água, material de leitura, caderninho de anotações, para manter um registro de mamadas e trocas de fraldas, e qualquer coisa que ela ache necessária.

Esse espaço, aliás, é superimportante, já que a mãe vai estar se levantando durante toda noite nos primeiros meses de vida do bebê, e passando muito tempo envolvida com os cuidados da criança nos meses seguintes. Portanto, é legal ter esse pequeno “refúgio” onde possa curtir o filho e relaxar de maneira confortável, além de descansar um pouquinho – e aproveitar um tempo para ela quando tiver oportunidade.

Umidificadores, ventiladores e aquecedores

Dependendo da região onde você more, também é interessante adquirir um umidificador de ar, já que o ambiente muito seco pode promover a proliferação de bactérias e vírus, especialmente no inverno, quando os ambientes costumam ficar mais fechados. Além disso, esses dispositivos ajudam a manter as narinas dos bebês livres de secreções, o que, por sua vez, evita que eles adoeçam com tanta frequência e permite que durmam melhor. Isso sem falar em uma vantagem extra: o barulhinho produzido pelos umidificadores também ajuda alguns bebês a caírem no sono mais facilmente.

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Além do umidificador de ar, é interessante ter um ventilador para os dias mais quentes, e o aparelho também produz um barulhinho que ajuda a criança dormir melhor. Aliás, dependendo da região onde a família more e da época do ano em que a criança nasceu, ter um aquecedor portátil à disposição pode ser bastante útil.

Cortinas e tapetes

As cortinas não devem ser esquecidas, já que oferecem o bloqueio da claridade necessário para que as crianças durmam melhor de dia ou à noite. Mas, algo a se considerar na hora de escolhê-las é que elas sejam fáceis de remover e feitas com tecidos laváveis, pois as cortinas costumam acumular pó e podem causar alergias e irritações no bebê.

Depois que os bebês crescem um pouquinho, passam muito tempo perambulando pelo chão. Então, os pais podem querer investir em um tapete ou carpete macio para que o pequeno tenha a chance de engatinhar e brincar em segurança e com conforto. Entretanto, não se esqueça de pensar no lado prático na hora de selecionar o modelo, pois esses itens costumam acumular poeira e ácaros; portanto, dê preferência a materiais antialérgicos e que podem ser limpos e higienizados com regularidade.

Babá eletrônica

As babás eletrônicas são uma excelente ferramenta para que os pais possam ficar de olho nas crianças enquanto elas dormem sem ter que ficar indo a todo momento ao quarto para ver como elas estão, seja durante as sonecas de dia ou à noite. Entre as opções, existem aquelas que oferecem apenas o áudio e as que contam com monitor de vídeo. Também há babás equipadas com função de visão noturna, permitindo que os pais chequem o soninho do bebê sem que seja necessário acender a luz, e até as que possibilitam se faça zoom nas crianças por controle remoto.

Lembrando que:

As opções de elementos decorativos são infinitas e não faltam estilos de móveis para todos os gostos, mas, além de bonitos, os quartos dos bebês devem ser funcionais e permitir que os pais tenham acesso fácil a tudo o que esteja guardado ali. O excesso de móveis, enfeites e componentes pode tornar o espaço um lugar congestionado e poluído, além de oferecer mais possibilidades de pequenos acidentes e reduzir a área que a criança usaria para brincar.

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Redação - Alô Bebê

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